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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Aprovação do governo Dilma cai de 43% para 39%, indica pesquisa Ibope

Levantamento foi encomendado pelo jornal 'O Estado de S. Paulo'.
Instituto ouviu 2.002 eleitores em 141 municípios entre os dias 13 e 17.

A taxa de aprovação do governo Dilma Rousseff caiu de 43% em dezembro para 39% neste mês, indicou pesquisa divulgada nesta sexta-feira (21) pelo site do jornal "O Estado de S.Paulo", que encomendou o levantamento ao instituto.

O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 141 municípios entre os últimos dias 13 e 17. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos – isso quer dizer que a aprovação do governo pode variar no intervalo entre 37% e 41%.

O histórico dos levantamentos realizados pelo Ibope para o jornal indica que a aprovação ao governo tem sofrido oscilações desde a onda de protestos de junho do ano passado. Em julho de 2013, o percentual dos que consideravam o governo Dilma "ótimo" ou "bom" caiu de 55% para 31%. No mês seguinte, o índice subiu para 38%. Em setembro, foi para 37% e, em novembro, para 39%.

Segundo a pesquisa, o governo obteve as melhores taxas de aprovação entre o eleitorado com mais de 55 anos (45%), escolaridade até a quarta série do ensino fundamental (50%) e renda de até um salário mínimo (49%) e as piores no eleitorado com menos de 24 anos (35%), escolaridade superior (26%) e renda de mais de cinco salários mínimos (34%).

Por região, a melhor aprovação está no Nordeste (51%), de acordo com o levantamento. As piores taxas estão no Sudeste (33%) e no Norte/Centro-Oeste (32%)

Os entrevistados também responderam ao Ibope sobre a realização da Copa do Mundo no Brasil – 58% são favoráveis e 38% contrários. Os que julgam que a Copa resultará em mais benefícios que prejuízos para o país são 43% e os que avaliam o contrário são 40%.

 Do G1, em Brasília


A taxa de aprovação do governo Dilma Rousseff caiu de 43% em dezembro para 39% neste mês, indicou pesquisa divulgada nesta sexta-feira (21) pelo site do jornal "O Estado de S.Paulo", que encomendou o levantamento ao instituto.

O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 141 municípios entre os últimos dias 13 e 17. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos – isso quer dizer que a aprovação do governo pode variar no intervalo entre 37% e 41%.

O histórico dos levantamentos realizados pelo Ibope para o jornal indica que a aprovação ao governo tem sofrido oscilações desde a onda de protestos de junho do ano passado. Em julho de 2013, o percentual dos que consideravam o governo Dilma "ótimo" ou "bom" caiu de 55% para 31%. No mês seguinte, o índice subiu para 38%. Em setembro, foi para 37% e, em novembro, para 39%.

Segundo a pesquisa, o governo obteve as melhores taxas de aprovação entre o eleitorado com mais de 55 anos (45%), escolaridade até a quarta série do ensino fundamental (50%) e renda de até um salário mínimo (49%) e as piores no eleitorado com menos de 24 anos (35%), escolaridade superior (26%) e renda de mais de cinco salários mínimos (34%).

Por região, a melhor aprovação está no Nordeste (51%), de acordo com o levantamento. As piores taxas estão no Sudeste (33%) e no Norte/Centro-Oeste (32%)

Os entrevistados também responderam ao Ibope sobre a realização da Copa do Mundo no Brasil – 58% são favoráveis e 38% contrários. Os que julgam que a Copa resultará em mais benefícios que prejuízos para o país são 43% e os que avaliam o contrário são 40%.

 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A população não aguenta mais tanta roubalheira patrocinada principalmente pelo PT, mas cuidado com os baderneiros políticos infiltrados. "Diz Bolsonaro"

Deputado Estadual - Flávio Bolsonaro (PP/RJ)

Uma coisa é manifestar, protestar contra os absurdos desmandos e roubalheira que nos atigem todos os dias. Outra coisa é atirar coquetel molotov em policiais, pichar prédios tombados pelo patrimônio histórico-cultural, quebrar bancas de jornais, depredar agências bancárias, fechar o trânsito e atirar pedras contra veículos de cidadãos que, acreditando viver numa democracia, só querem passar pelo tumulto e irem para casa após um dia cansativo de trabalho.

É possível manifestação sem vandalismo? Acredito que sim e o ponto de inflexão não está na violência dos atos, que têm por objetivo forçar a mídia a publicar matérias, ainda que de forma negativa, mas que levem a conhecimento da população a pauta de reivindicações, seja ela qual for.

Parte dos veículos de comunicação deve refletir sobre até que ponto a censura por eles imposta, seja por interesse político, ideológico ou financeiro, já não ultrapassou todos os limites. A lei da mordaça sufoca quem ainda se indigna com alguma coisa nesse país e transforma a revolta em violência – pois na maioria das vezes o diálogo só é aberto com a autoridade pública quando o assunto ganha as páginas dos jornais, o rádio e a televisão.

Por outro lado, movimentos que se auto-intitulam sociais, mas de viés claramente partidário, manipulam parte da juventude como massa de manobra para tentar impor, segundo panfletos por eles distribuídos durante os protestos, um governo exercido pelo “Comitê Central do Bem Estar do Povo” e com a “educação baseada nos ensinamentos de Trótski, Stalin e Lenin desde as primeiras séries escolares”.

Buscam desgastar grupos políticos adversários, visando às próximas eleições, incentivam e patrocinam atos de vandalismo e baderna, que devem ser coibidos pela polícia, e como consequencia descredibilizam o debate sobre temas importantes, como transparência, combate à corrupção, planejamento familiar...

Tanto é verdade que seus porta-vozes não admitem negociar nada. Quem se mobiliza para não negociar, quer desordem ou acha que tem legitimidade para falar em nome do povo sem ter sido eleito para tal, isto é, não quer apenas ditadura, mas quer também ser o ditador.

sábado, 15 de junho de 2013

Secretaria Nacional da Juventude lança Programa em parceria com Estados e Municípios

O objetivo é promover a inclusão e emancipação dos jovens, com a ampliação do acesso às políticas públicas por meio destes equipamentos públicos.

A Estação Juventude oferecerá informações sobre programas e ações para os jovens, além de orientação, encaminhamento e apoio para que eles próprios tenham condição de construir as suas trajetórias e buscar as melhores formas para a sua formação. De acordo com a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, "esta é uma estratégia que visa garantir, na prática, a autonomia e emancipação dos jovens".

Nessa etapa, o programa será implementado em dois formatos. O primeiro são as 20 unidades complementares, instaladas em equipamentos públicos municipais já existentes, que irão viabilizar o atendimento qualificado para jovens nestes locais. Como ação do Plano Juventude Viva, a prioridade é instalar estas Estações Juventude em cidades com maior incidência de violência contra a juventude negra. O outro formato são as sete unidades itinerantes, ou seja, ônibus que irão percorrer localidades diferentes para ampliar, territorialmente, o acesso a informações sobre estas políticas públicas. Neste caso, além de estar voltado para a juventude negra, o foco serão também as áreas rurais com maior concentração de jovens.

Os espaços do programa Estação Juventude contarão com gestores capacitados para fornecer informações e desenvolver atividades que facilitem o acesso dos jovens a serviços e políticas públicas que atendam às suas necessidades. “Com esta iniciativa, vamos ampliar os benefícios que esses programas podem trazer aos jovens, fazendo diferença em suas vidas. É, especialmente, mais uma forma do Estado reconhecer os direitos deste segmento", ressalta a secretária.

Como participar - As unidades complementares do programa Estação Juventude serão implementadas por meio de convênios da Secretaria Nacional de Juventude com municípios no valor de até R$ 258 mil. As itinerantes serão feitas em parceria com estados, por meio de convênios de até R$ 633 mil. Os interessados devem enviar as suas propostas até o dia 9 de novembro, através do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SICONV).

Para orientar os gestores estaduais e municipais interessados no programa Estação Juventude, a SNJ irá realizar uma oficina no dia 30 de outubro, das 9 às 18h, em Brasília. Esta atividade tem a função de orientar a elaboração dos planos de trabalho e inclusão das propostas no SICONV. A participação nesta oficina não é obrigatória e todas as despesas do deslocamento e alimentação dos gestores são de responsabilidade das prefeituras e governos estaduais. Além disso, as dúvidas sobre o programa podem ser tiradas pelos telefones (61) 3411-3912 e 3411-3554.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Prefeitura de Rio das Ostras incentivando o jovem a fiscalizar, reivindicar e se inserir no ambiente político participativo.

Introdução

O Programa Orçamento Participativo Jovem da Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, conduzido pela Secretaria Municipal de Planejamento, tem como sua principal meta levar às crianças e juventude municipal, por intermédio das escolas do município, o trabalho do Orçamento Participativo até então restrito aos adultos. 

Acreditamos que a educação é uma das áreas em que o impacto da gestão municipal é mais notado e se expressa, dentre outros, pelo aumento do número de matrículas ofertadas, pela melhoria da qualidade do ensino e do índice de aprovação, assim como, a necessidade da participação dos educadores nesse processo o que representa a totalização do papel da educação no incentivo à práticas coletivas e sociais. 

Buscando experiências e metodologias que já deram certo, encontramos alguns trabalhos e estudos muito interessantes sobre participação popular. 

“O problema do cuidado com a formação moral de nossas crianças e jovens parece bater em nossas portas provocando, a cada dia, mais barulho e temor. É necessário aprofundarmos urgente este tema, pesquisar causas e soluções em andamento.” 
Rudá Ricci 

Sociólogo, Doutor em Ciências Sociais, professor da PUC (MG) e Escola Superior Dom Helder Câmara. 

Fazer a leitura deste relato só nos deu mais certeza do alcance do trabalho que podemos desenvolver com o Programa do Orçamento Participativo Jovem. 

Esperamos sempre contar com a mobilização da sociedade civil e a adesão de inúmeras entidades governamentais e não-governamentais comprometidas com o bem-estar da juventude.

Objetivo

O objetivo deste projeto é oportunizar crianças e jovens a possibilidade de analisar as realidades locais e buscar interesses coletivos, inserindo-os num processo de gestão participativa e democrática.

Justificativa

Como parte da gestão pública e democrática – e o Programa Orçamento Participativo Jovem faz parte deste contexto - temos consciência que o programa pode contribuir de forma significativa com a administração municipal ao incluir a participação da escola neste processo. O Orçamento Participativo Jovem, foi uma demanda observada numa plenária do Orçamento Participativo Adulto realizada em Cantagalo, uma localidade rural de nosso município, no qual jovens manifestaram-se solicitando do poder público um espaço similar para defender suas necessidades; foi criado então em 2006 e batizado como Orçamento Participativo Mirim. 

Nos trabalhos de 2007 entre as primeiras reivindicações para implantação do programa, foi a mudança do nome, que de Mirim passou a ser Jovem. Compreendemos que trabalhar democracia participativa é afirmar compromisso com a cidadania, além de ser, no caso do Orçamento Participativo Jovem, um “divisor de águas” na contribuição para formação e construção de caráter do jovem. Isto nos faz relembrar a seguinte frase de um educador brasileiro, Paulo Freire: “...ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua própria produção ou sua construção”. 

Ao trabalhar com o Orçamento Público visamos proporcionar ao aluno / jovem começar a aprender fiscalizar a destinação e a utilização dos recursos do município observando a elaboração e realização do seu orçamento familiar como fonte de conhecimento. Dessa forma o jovem começará a ser inserido no contexto de participação social. Outro fator importante que nos leva a acreditar no sucesso do Orçamento Participativo Jovem é como o município de Rio das Ostras vem conseguindo a concientização da sua população com o trabalho de Orçamento Participativo, dirigido ao público adulto, que tem como objeto despertar atos de cidadania nesta camada da população. Em 2008 houve a conquista de um novo patamar de participação popular no município. Em decorrência do trabalho com Orçamento Participativo Jovem foi criado o Conselho de Planejamento e Orçamento Participativo Jovem, com vinte jovens oriundos das escolas de Rio das Ostras para compor sua Diretoria. 

Além disso o programa aproximou o jovem do poder público ao chama-lo para apresentar suas principais demandas, fazendo com que o jovem aprenda a negociar, debater, fiscalizar, articular, ser formador de opinião e assim praticar cidadania e resolver os problemas municipais de forma democrática. 

Em 2010, a 1ª Conferência Municipal de Planejamento e Orçamento Participativo Jovem elegeu um novo Conselho com 151 membros, de idades desde 05 anos até 22 anos e consequentemente, 2 Presidentes, um para o Conselhinho e outro para o Conselho, inserindo definitivamente os alunos da Educação Infantil no contexto do Programa. 

Ressaltamos ainda a participação do Conselho Municipal de Planejamento e Orçamento Participativo Jovem no Programa Prefeito Amigo da Criança da Fundação Abrinq. O Programa Prefeito Amigo da Criança recomenda que a Comissão Municipal de Acompanhamento e Avaliação do Programa Prefeito Amigo da Criança (CMAA-PPAC) seja presidida pelo Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente; mas pensando na efetiva participação de crianças e adolescentes, o município de Rio das Ostras levou à Fundação Abrinq a possibilidade dessa Presidência ser entregue ao Presidente do Conselho Municipal de Planejamento e Orçamento Participativo Jovem, ao qual foi aceita.

Metodologia

O projeto propõe trabalhar de forma que os jovens possam expressar suas necessidades, contribuir com a construção de políticas públicas e formar valores para a democracia social. Para isso, o projeto foi implementado nas Escolas Municipais, Estaduais e Privadas de Rio das Ostras – Rio de Janeiro/Brasil, envolvendo primeiramente Alunos dos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e no Curso de Formação de Professores e em 2010 também alunos da Educação Infantil.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Retirada de Quiosques muda o cenário na Paria do Forte em Cabo Frio.

Fonte: O Cidadão

A Praia do Forte começa a ter um novo visual, com a retirada dos quiosques. O primeiro imóvel a ser retirado foi o Quiosque Chopão que estava na orla há mais de 20 anos. Desde as primeiras horas da manhã, operários, técnicos, máquinas e equipamentos da prefeitura ajudaram os donos de quiosques a retirar as instalações que estão sobre a faixa de areia. A retirada dos 22 quiosques atende determinação do Ministério Público Federal-MPF com orientação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)IPHAN.

Segundo o arquiteto, Luiz Augusto Vaz de Azevedo, secretário de Desenvolvimento da Cidade, a prefeitura cumpre determinação do MPF para a retirada de todos os quiosques da praia e segue orientação do IPHAN sobre a construção da nova Orla da Praia do Forte.  De acordo com o compromisso assumido pelos donos de quiosques, até o dia 10 de junho todos os excessos conhecidos como “puxadinhos” serão retirados ficando apenas a construção original dos quiosque. Até o final do mês a maioria devem ser retirados. Apenas alguns comerciantes revelaram que mesmo durante as obras vão continuar trabalhando para atender os clientes à beira-mar.

Segundo o arquiteto, Luiz Augusto Vaz de Azevedo, secretário de Desenvolvimento da Cidade, a prefeitura cumpre determinação do MPF para a retirada de todos os quiosques da praia e segue orientação do IPHAN sobre a construção da nova Orla da Praia do Forte.

De acordo com o compromisso assumido pelos donos de quiosques, até o dia 10 de junho todos os excessos conhecidos como “puxadinhos” serão retirados ficando apenas a construção original dos quiosque. Até o final do mês a maioria devem ser retirados. Apenas alguns comerciantes revelaram que mesmo durante as obras vão continuar trabalhando para atender os clientes à beira-mar.

Teleférico do Complexo do Alemão alcança a marca de seis milhões de passageiros.

Jornal do Brasil

Faltando um mês para completar dois anos de funcionamento o Teleférico do Alemão, administrado pela SuperVia, bateu dois recordes de uma só vez: a marca dos seis milhões de passageiros transportados e o fato de ter alcançado este número três anos antes do previsto. 

A expectativa era de que este recorde de passageiros transportados fosse batido em 2016, mas por ter se consolidado como primeiro sistema de transporte de massa por cabos do Brasil - ícone de mobilidade urbana do Complexo do Alemão – e ter caído no gosto dos turistas, o Teleférico do Alemão conseguiu antecipar as previsões iniciais. 

Moradores devidamente cadastrados têm direito a duas passagens gratuitas por dia. Para visitantes que utilizam Bilhete Único, Vale-Transporte ou Cartão Expresso, a tarifa custa R$ 1 e apenas as pessoas que adquirem a passagem diretamente na bilheteria pagam R$ 5. 

Os cerca de 12 mil passageiros que transitam pelas gôndolas diariamente podem aproveitar o fim de semana para conferir a programação do evento “Estações Culturais”, projeto realizado pela SuperVia, em parceria com ONGs e grupos culturais do Complexo do Alemão. Aos sábados, as estações se transformam em palcos para receber atividades culturais gratuitas, como shows, apresentação de dança e oficinas.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Rio é eleito por turistas, o melhor destino na América Latina.


Fonte: R7

O Rio de Janeiro foi eleito o melhor destino de viagens na América Latina, segundo votação de turistas no site internacional Trip Advisor, considerado como uma das principais referências do mundo no assunto. A premiação veio justamente na semana em que turistas passaram aperto para visitar o maior cartão-postal da cidade, o Cristo Redentor.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Minas Gerais é o estado com maior número de Crianças e Adolescentes no trabalho infantil doméstico.

Fonte: www.em.com.br


Adolescentes na ONG Circo de Todo Mundo, em Betim, na Grande BH

Minas Gerais é o estado com maior número absoluto de crianças entre 10 e 17 anos que enfrentam o trabalho infantil doméstico. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2010, mostram que 34.699 meninos e meninas são incorporados a outras famílias e submetidos a atividades como lavar, passar, varrer, cozinhar e cuidar de outras crianças. De acordo com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE-MG), os pequenos trabalhadores, geralmente, ganham um teto para morar ou uma recompensa menor que o salário mínimo, mas perdem a infância e a oportunidade de estudar regularmente.

Essa é a realidade de Maria (nome fictício), de 13 anos, que recebe R$ 80 por mês para trabalhar como babá. Além de cuidar de uma criança de 4 anos, ela faz serviços em casa e se divide entre as obrigações e a escola, onde cursa a 7ª série do ensino fundamental. Ela é uma das adolescentes atendidas pela Organização Não Governamental (ONG) Circo de Todo Mundo, em Betim, que resgata meninos e meninas em risco pessoal e social, por meio de atividades culturais, educativas, recreativas e circenses. 

“Levo a menina para a creche todo dia às 6h30. Depois vou para a escola. Quando chego da aula faço metade do serviço de casa, lavo vasilha, arrumo, varro e passo pano. Depois vou para o circo, onde aprendo as acrobacias no tecido e trapézio. Pego a menina na creche e fico cuidando dela até as 17h30. Enquanto eu acabo o serviço de casa, ela fica vendo televisão”, conta a adolescente, que sonha em ser arquiteta. 

Maria vive com a mãe e o pai e diz que os responsáveis não acham ruim o trabalho dela como babá. “Minha mãe só não gosta quando eu trago a menininha para minha casa e ela rabisca as paredes”, conta. Maria guarda o salário no banco e, às vezes, compra roupas e sapatos. “Para mim é normal olhar essa menina. Se eu tivesse uma irmã menor, eu também teria que cuidar”, revela.


"É uma questão cultural da época que não existia proteção para as crianças", Valdimar Nascimento Alves
O que é classificado como “normal” pela garota é considerado “realidade antiga” pela coordenadora da ONG, Valdimar Nascimento Alves. “É uma questão cultural da época que não existia proteção para as crianças. A gente percebe que essas meninas trabalhadoras chegam aqui no circo cansadas. Tem dia que não querem fazer nada”, relata. A intenção da ONG é retirar as jovens dos ambientes de trabalho e envolvê-las em atividades esportivas e circenses. A coordenadora conta que recentemente Maria teve um problema sério de coluna, resultado do trabalho pesado. “Ela disse que era um problema no colchão, mas sabemos que não é”, afirma.

Valdimar conta que as crianças resgatadas têm origem em famílias de baixa renda e alta vulnerabilidade social. O número de meninas no trabalho doméstico é nove vezes maior que o de meninos, mas eles também acabam envolvidos em serviços nos sítios e fazendas, principalmente no cuidado de animais que vivem nesses terrenos. “Aqui em Betim, os meninos ficam por conta dos cavalos e outros bichos. Eles dão comida e levam para banho”, relata. 

Joana (nome fictício), de 15 anos, não trabalha fora de casa, mas cumpre um rotina disciplinada para cuidar da irmã mais nova, de apenas 2 anos. Ela acorda às 5h30 e adianta todo o serviço da casa, enquanto a mãe vai para o trabalho em uma padaria do bairro. Joana cozinha, leva o almoço para a mãe e, só depois de entregar a irmã para a avó, fica liberada para as atividades do circo. À noite vai para escola, mas o horário para os deveres de casa praticamente não existe. A adolescente conta com orgulho que é uma especialista em lira, acrobacia circense em que se equilibra pendurada em um bambolê. 

“Eu trabalho para minha mãe, então não ganho dinheiro. Mas de vez em quando eu arrumo o cabelo das minhas amigas e elas me pagam. Eu faço penteados e ganho R$ 2 ou R$ 5”, conta Joana. Funcionários da ONG desconfiam que a adolescente foi vítima de violência sexual praticada pelo padrasto, que era traficante e morreu assassinado há cerca de um mês. 

Para o juiz, a situação dessas garotas que cuidam de outras meninas é muito grave. Os pais que colocam crianças na responsabilidade de outros menores podem perder a guarda dos filhos. Mas, de acordo com Padula, aplicar sanções a essas famílias é muito complicado. “Essa situação é ocasionada, muitas vezes, por uma questão econômica, porque o pai e a mãe precisam trabalhar. Eles se veem coagidos, forçados a adotar a situação para sobrevivência. Não é o ideal ficar como está, mas temos que ter cuidado para culpabilizar”.

Corpo de jovem baleada na cabeça é enterrado em Minas Gerais, e família cobra punição de Delegado.

 

O corpo da adolescente Amanda Linhares dos Santos, 17 anos, foi enterrado na manhã desta quarta-feira em Conselheiro Lafaiete, Região Central de Minas Gerais, cidade onde mora parte da família dela. A jovem morreu na noite de segunda-feira depois de 51 dias internada por casa de um tiro na cabeça. O suspeito do crime é o o ex-namorado, o delegado Geraldo Toledo, 40 anos, que está preso pela Corregedoria de Polícia Civil. Os familiares, muito emocionados, prometeram acompanhar o caso para que o policial não fique impune como ficou em outros processos que respondeu na Justiça. 

O sepultamento ocorreu por volta de 9h no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, depois de uma noite e madrugada de velório. A mãe da jovem, Rubiany Linhares dos Santos, de 32 anos,e a irma dela, Thaísa, de 13 anos, simbolizaram a comoção de toda a família. Sempre juntas, as duas choraram muito durante o cortejo, sendo amparadas pelo companheiro de Rubiany e padrasto das meninas. Thaísa chegou ontem de Goiás para acompanhar o enterro da irmã. Ela mora com o pai, primeiro marido de Rubiany.


Irmã e mãe de Amanda durante sepultamento

Uma prima de Amanda disse que a dor maior é porque a família alimentava a esperança de que ela fosse se recuperar, mas a jovem teve febre e sofreu uma parada cardíaca. Segundo a prima, a morte pegou todo mundo de surpresa, pois estavam esperando a saída dela do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. 

O diácono João Bartolomeu, responsável pelas orações durante o velório, disse que numa morte trágica como essa a dor é maior. Segundo ele, os parentes sofrem muito com a perda de uma pessoa cheia de saúde e vida.

Tiro 

Em 14 de abril, Amanda estava em companhia do delegado quando, depois de um atrito com ele, foi baleada. Testemunhas disseram que o casal estava no carro do policial, na estrada entre Ouro Preto e o distrito de Lavras Novas, na Região Central de Minas. O delegado nega que tenha atirado na adolescente, com quem mantinha um relacionamento marcado por desavenças, que geraram ocorrências policiais. A Justiça chegou a determinar que o policial não poderia se aproximar de Amanda. Porém, a advogada dele, Maria Amélia Tupynambá, informou que seu cliente não chegou a ser notificado da decisão.

Pela versão do suspeito, Amanda Linhares tentou se matar. O delegado buscou a jovem em Conselheiro Lafaiete e depois seguiram para Ouro Preto. Depois de uma ligação à Polícia Militar avisando que o casal foi visto brigando na estrada, veio a informação de que Amanda havia sido deixada em unidade de pronto atendimento (UPA) da cidade com um tiro na cabeça. Funcionários da unidade de saúde informaram aos militares que o homem que a deixou no local disse que ela tentou o suicídio. O carro do policial, um Peugeot preto, foi apreendido e periciado. Apesar da afirmação de que a adolescente tentou se matar, exames residuográficos nas mãos dela não acharam vestígios de pólvora.

terça-feira, 4 de junho de 2013

UFRJ retira mobiliário do antigo Canecão, na Zona Sul do Rio.

Do R7

Após uma intensa disputa judicial, a UFRJ conseguiu reaver os direitos sobre o espaçoGoogle Street View


A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) começou a retirar nesta terça-feira (4) o mobiliário que compunha a antiga casa de shows do Canecão, em Botafogo, na zona sul do Rio. O objetivo é transformar o local em um espaço para atividades acadêmicas, culturais, cientificas e musicais. A reabertura está programada para o início de 2014.

A princípio, a casa passará a se chamar Arena Minerva de Música e Arte. A Justiça determinou, em 2010, a reintegração de posse do Canecão à universidade, que pretende preservar o espaço como uma “referência cultural” da cidade.

Objetos como mesas e cadeiras foram retirados do local para facilitar a reforma. Parte dos móveis será destinada a instituições sem fins lucrativos. A reforma do telhado do imóvel já foi iniciada ao custo de R$ 400 mil. Um concurso cultural irá escolher o novo projeto arquitetônico da área.

Governador da Bahia avisa: Eduardo Campos, será candidato da oposição.

Em nova investida para tentar fazer o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), desistir de ser candidato a presidente da República em 2014, o comandante do Executivo baiano disse em entrevista ao site Bahia Notícias que se o socialista for mesmo candidato contra a presidente Dilma Rousseff estará na rua como opositor.

"Vamos aguardar a decisão do PSB. Se ele lançar a candidatura, vamos ver como é que ele vai se posicionar. Porque, também, não tem muito como a gente tergiversar. Quando você lança candidatura fora do governo, inevitavelmente você vai dizer 'sou candidato porque acho que esse governo não está em um caminho correto'. É difícil você fugir e não acabar se transformando em uma candidatura de oposição. Você não vai ficar falando bem do governo e dizendo 'mesmo assim, eu sou candidato'. Inevitavelmente você vai ter que falar que discorda disso e daquilo. E aí que eu acho que há dificuldade porque quem mais tem o patrimônio da oposição ao projeto do PT, no caso a ela [Dilma], é o PSDB.

Jaques Wagner lembra da "conversa de seis horas" que teve com Eduardo Campos e afirma que já deixou claro que o pernambucano teria prioridade no processo eleitoral de 2018, com apoio do PT.

"Eu disse a Eduardo que eu acho que o momento mais próprio para uma incursão dele seria 2018 e acho que o PT também tem que se abrir para discutir essas possibilidades, porque a gente não vai manter um grupo unido se a gente disser 'aqui só prospera se for do PT'. Eu acho que se tem que abrir, efetivamente, espaço, principalmente depois de 16 anos. Quando a gente chegar em 2018, são 16 anos de governo do PT. Eu aqui ganhei com 16 anos do DEM no governo. O PT perdeu a prefeitura de Porto Alegre depois de 16 anos no governo. Em Vitória da Conquista foi até uma exceção. Nós estamos caminhando agora para 20 anos. Mas, eu acho que essa possibilidade existe e que tem que ser aberta essa discussão. Eu gosto de dizer que a gente organiza o nosso time. As outras candidaturas quem organiza são os outros. Eu dei minha opinião, externei".

Fonte: Jornal Luzilândia - BA.

O Excelentíssimo Senhor Vice Presidente da República, Michel Temer, em entrevista ao Jornal O Globo, diz que Pezão será o candidato do partido ao governo.



O jornal O Globo do último sábado (01/06), trouxe uma entrevista com o vice-presidente da República e presidente do PMDB Michel Temer, em que ele fala sobre a antecipação da campanha eleitoral, sobre a relação entre o Governo Federal e o Congresso Nacional e sobre as disputas estaduais do ano que vem. "Eu não cogito a hipótese de palanque duplo no Rio", afirmou Temer.

O senhor acredita que houve antecipação da campanha eleitoral?

Fala-se da convenção como se ela fosse daqui a 15 dias. Lamentavelmente, antecipou-se muito a eleição presidencial, que causou a antecipação das eleições estaduais. Aí, as pessoas começam a pensar só nos acordos locais. O presidente Lula disse que ele só falou sobre isso porque havia muita gente dizendo que ele deveria voltar como candidato. Então, ele não quis deixar dúvida. Ele antecipou, mas foi para acabar com esse falatório. Causou mais falatório, em função da candidatura da presidente Dilma.

Como ficam os palanques para Dilma em 2014 nos estados em que o PT disputa contra o PMDB?

Como a presidente Dilma pode ir para um lugar, como o Rio Grande do Sul, onde poderá ter quatro candidatos da base? É possível que, de repente, a presidente não vá a nenhum palanque. Ela tem uma popularidade hoje que lhe permite esse luxo. Quem vai decidir isso é a campanha, a presidente e as condições de cada localidade.

Acredita que ela vai se dividir em dois palanques no Rio de Janeiro?

Eu, pelo menos, nem cogito essa hipótese. No Rio, eu cogito a hipótese do candidato (Luiz Fernando) Pezão (vice-governador), apesar do grande respeito que tenho pelo senador Lindbergh (Farias, do PT).


O senhor acredita que o governador do Rio, Sérgio Cabral, pode realmente vir a apoiar Aécio Neves (PSDB-MG), caso Lindbergh mantenha sua candidatura?

No jantar (do PMDB, terça-feira passada), Cabral me disse: “Michel, nós precisamos fazer um ajustamento para que nós possamos estar todos juntos. E esse ajustamento passa pela possibilidade de os partidos aliados lá (no Rio) ajudarem a eleição do Pezão”. Mas ainda falta tanto tempo, não sabemos o que vai acontecer. Ainda é cedíssimo para dizer que essas disputas regionais podem repercutir negativamente na aliança nacional.

Há possibilidade de intervenção da Executiva do PMDB nos estados na construção das candidaturas para 2014?

Estou muito preocupado em dizer uma palavra sobre o PMDB: quem quiser ser candidato será. Não há esse impedimento. O que vamos fazer é conversar com os partidos para ver possibilidades de composição. Agora, não se pode, neste momento, antecipar que, na convenção, dentro de um ano e dois meses, não haverá votos para uma candidatura.

A conversa da presidente Dilma com Renan Calheiros e Henrique Alves, na semana que vem, é para acertar os ponteiros nessa crise entre governo e Congresso?

Os presidentes da Câmara e do Senado estiveram aqui comigo, conversamos, e marquei conversa nossa com a presidente Dilma para trocar ideias na semana que vem. Acho útil esse diálogo entre o Legislativo e o Executivo. É claro que há queixas, mas elas são contornáveis por diálogos que temos, e que certamente a presidente também terá. É uma troca de ideias fundamental, que deve ser repetida a cada 15 dias entre os chefes do Legislativo e a presidente da República. Afinal, são todos chefes de poderes.

O problema está na articulação política, como se queixam os líderes aliados?


Ouço muitas queixas, mas a tarefa delas (ministras responsáveis pela articulação) não é fácil. A da ministra Ideli Salvatti, por exemplo, é dificílima, como foi a de todos os articuladores da Secretaria de Relações Institucionais no passado. É complicadíssimo, quase um atendimento individual. A da ministra Gleisi Hoffmann é uma posição sobrecarregada porque todas as questões passam pela Casa Civil. O que é preciso, muitas vezes, é o diálogo. Porque o diálogo constrói e o silêncio destrói.

Como o senhor avalia o telefonema tenso que a ministra Gleisi fez a Renan Calheiros durante a votação da MP da energia elétrica?

Tem que tomar muito cuidado para não deixar que as emoções do momento cheguem às palavras. As palavras não podem retratar as emoções do momento. Em política, você tem que ter muita calma para poder resolver todas as pendências. A excitação de certos momentos leva a certas afirmações e frases que muitas vezes não são digeridas pelo interlocutor, mas eu acho que isso se acerta. Uma semana acerta tudo. Às vezes, em política, de um dia para o outro as coisas se acertam.

O Planalto tem dificuldades para detectar seus problemas de articulação, já que sempre acaba aprovando as medidas?

Vou tomar uma frase sua: o governo aprovou tudo que queria. Isso significa que a articulação política foi boa; senão, seria difícil aprovar. O que é preciso muitas vezes é um certo ajustamento em face da passagem do tempo. Como o tempo vai passando, você precisa fazer uma “reconversa” para ajustar posições, e essas conversas estão começando a se dar e chegarão a um bom termo proximamente.

O governo saiu derrotado da guerra no Congresso por causa das MPs nas últimas semanas?

Pode-se considerar isso (que foi uma derrota política para o governo), mas eu prefiro dizer que a solução para o problema foi uma vitória para o PMDB. Renan agiu corretamente em não votar (a MP da energia), ele não tinha outra solução. Mas a solução vitoriosa foi do PMDB, de incluir na MP 609 os trechos da MP que caducou.

Como o senhor vê as acusações de que representa mais o governo no PMDB do que o contrário?

Muito recentemente, a acusação do governo era que eu era muito PMDB e pouco governo. De dois meses para cá, começou uma onda de que sou mais governo que PMDB. Mas vou lhe dizer: eu sou PMDB no governo. Tenho meu método de trabalho, que é de convencimento. Acho que tem o problema das eleições no ano que vem. Mas esse é meu estilo, e sempre deu certo. Às vezes, dizem que tenho de mudar meu jeito, mas aí lembro que, do meu jeito, já fui três vezes secretário estadual em São Paulo, duas vezes procurador-geral, três vezes presidente da Câmara, duas vezes líder, 12 anos presidente do PMDB, vice-presidente da República. Para que eu vou mudar? Não quero ser presidente da ONU.

O que o senhor acha da ideia de aumentar o papel do ministro Aloizio Mercadante (Educação) como articulador político?

Mercadante já ajuda bastante. Eu também ajudo, conversamos muito. Mas aumentar o papel dele é uma posição da presidente.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Briga de bastidores, Pezão e Lindberg na disputa do Governo em 2014.


Luiz Fernando Pezão e Lindbergh Farias, pré-candidatos ao governo do Rio Montagem


RIO - A eleição de 2014 no Estado do Rio se transformou no maior impasse para a manutenção da aliança nacional entre PT e PMDB. Bombeiros dos dois partidos saíram em campo para tentar selar a paz e buscar um acordo entre os pré-candidatos Lindbergh Farias (PT) e Luiz Fernando Pezão (PMDB). Por enquanto, conseguiram apenas promessas de não agressão pública. Mas longe dos olhos dos eleitores, o senador petista e o vice-governador peemedebista agem de modo agressivo na costura de apoios para a disputa do Palácio Guanabara.


Em entrevista ao GLOBO, Pezão, que critica a antecipação da campanha, detalhou a estratégia de fortalecimento de sua candidatura, que vai de investimentos do governo do estado nos municípios com maior potencial eleitoral a cooptar petistas de correntes adversárias de Lindbergh. Já o senador petista, que não concedeu entrevista seguindo recomendações do PT nacional para estancar a crise, busca apoio no primeiro escalão da presidente Dilma Rousseff e se vale de aliados para criticar a administração Cabral. Ele tenta a aproximação com o ministro da Pesca, Marcelo Crivella (PRB), que se distanciou do PMDB fluminense e ensaiou uma pré-candidatura. Aliados do cacique do PRB já participam da caravana de Lindbergh pelo estado. O ministro fortaleceria os laços do petista com os evangélicos.


Enquanto a manutenção da aliança PT-PMDB patina no Rio, Pezão tira as primeiras cartas da manga. O vice-governador decidiu pôr nas ruas a conhecida e eficaz política do asfalto, que ajudou Sérgio Cabral a se reeleger, assim como o ex-governador Anthony Garotinho a passar o cargo para sua mulher, Rosinha.


Ainda este mês, Pezão anuncia o início das obras do programa Bairro Novo, que vai injetar R$ 800 milhões em obras de pavimentação e urbanização em 20 municípios da Baixada Fluminense e Região Metropolitana, além de um amplo projeto de recuperação de estradas no interior.


O asfalto chega como resposta às promessas de infraestrutura que Lindbergh tem feito a prefeitos em sua caravana. A região beneficiada pelo Bairro Novo abriga a maior concentração de eleitores. O programa prevê 750 quilômetros asfaltados.


No mesmo compasso, Lindbergh segue em sua caravana pelo estado com a orientação do ex-presidente Lula para que evite ataques a Pezão. Lula teria se irritado com o senador depois que ele participou de um evento do PT, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense há duas semanas. No encontro, organizado para comemorar os dez anos dos governos Lula e Dilma, Lindbergh atacou Pezão e Cabral, contrariando o ex-presidente.


Após o episódio, Lindbergh tem evitado dar declarações que possam alimentar ainda mais a crise PT-PMDB. E se vale de assessoria especializada para cuidar de sua imagem. Nos bastidores, porém, ele trabalha para minar o governo Cabral. Coordenadores da pré-campanha preparam um programa de governo, e determinaram que um grupo de especialistas vasculhe deficiências em setores da administração peemedebista, especialmente em áreas como Transportes, Educação e Saneamento básico. Os problemas encontrados serão usados, mais tarde, por Lindbergh em discursos públicos e em programas do PT na TV e no rádio.


Pezão ainda aposta na interferência do PMDB nacional para manter a aliança com o PT. A retirada da candidatura de Lindbergh eliminaria o principal obstáculo para o projeto político peemedebista no estado. Também facilitaria a composição de uma extensa aliança partidária nos moldes da construída pelo governador Sérgio Cabral e o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Cabral e Pezão defendem o discurso de que o rompimento da parceria PT-PMDB limitaria o palanque da presidente Dilma Rousseff no Rio e acabaria com a “aliança que mais deu certo no país”.


Pezão afirma que o PMDB cumpriu todos os acordos previstos na negociação nacional. No Rio, abriu mão da disputa em oito cidades nas eleições municipais de 2012 e mantém o PT em cargos no estado e na prefeitura. A negociação vai incluir a cobrança da fatura da disputa municipal.


— O Rio atingiu um grau de maturidade política que garante a aliança. A questão não é ter esperança em manter a coligação, mas garantir a participação na aliança nacional, pensar num projeto nacional para o Brasil. O PMDB trabalhou para a eleição da presidente Dilma e vamos lutar até o último momento pela aliança. O PT continua no governo do estado e com duas pastas importantes.


Ainda faz parte da estratégia pré-eleitoral de Pezão a não agressão a adversários. Pezão tem dito “não esperem um discurso de ataque ao senador Lindbergh, pelo menos agora”.


Com pesquisas qualitativas nas mãos, ele identifica como algo positivo o que seria uma barreira para sua candidatura: o desconhecimento de seu nome por parte do eleitorado. O atual vice quer tirar proveito do que, hoje, pesa contra:


— Dos nomes que estão na disputa, sou o menos conhecido. Mas os que me conhecem me identificam com o trabalho. Mais de 70% dos entrevistados relacionam meu nome ao trabalho. Cabe aos marqueteiros explorarem essa marca.


Petista busca apoio de prefeitos do PMDB


Além de Crivella, de evangélicos e de ex-aliados de Cabral e Pezão, como o deputado estadual Domingos Brazão (PMDB) e seu grupo, Lindbergh prioriza um entendimento com dois partidos de sua preferência: o PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pré-candidato à Presidência, e o PDT, que anunciou a possibilidade de candidatura do deputado federal Miro Teixeira ao estado. Os dois partidos pertencem às bases aliadas de Cabral e de Paes, inclusive com indicações a cargos no primeiro escalão. Na semana passada, em evento no Rio, Campos declarou que a manutenção da aliança do PSB com o PMDB no Rio ainda não está garantida.


A pré-candidatura de Lindbergh tem o peso do apoio de Dilma e de Lula, apesar do impasse com o PMDB. O ex-presidente, por exemplo, já disse publicamente que o petista tem o direito de ser candidato ao governo do Rio. Enquanto isso, Dilma reduziu as suas idas ao estado e, consequentemente, as aparições ao lado de Cabral e Pezão. Dentro do grupo de Lindbergh, o pensamento não é romper como todo o PMDB. O petista também tem se aproximado de prefeitos da legenda e de outros partidos aliados de Cabral.


O senador já dedica a maior parte do tempo à pré-campanha. Ele só fica em Brasília três vezes por semana (terça, quarta e quinta-feira). O restante dos dias é usado para encontros com prefeitos e vereadores.


— Com a caravana, conheceremos as necessidades de cada região. Não é uma caravana eleitoral. É apenas um diálogo com moradores e empresários — afirmou o deputado federal Jorge Bittar, coordenador da pré-campanha e do programa de governo de Lindbergh.

Palavra do Presidente Nacional do PSDB.

Por Aécio Neves

Uma coincidência do destino levou num curto espaço de tempo dois dos mais expressivos nomes da história da imprensa e da comunicação no Brasil: Roberto Civita, diretor editorial e presidente do conselho de administração do Grupo Abril, e Ruy Mesquita, diretor do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Não convivi com Ruy Mesquita, mas me lembro, ainda muito jovem, das referências que meu avô, Tancredo Neves, fazia à maneira inteligente e corajosa que o “Estadão” e o “Jornal da Tarde” encontravam para denunciar a censura da ditadura militar.

Eram usados trechos de “Os Lusíadas”, de Camões, e receitas de bolo, em substituição aos textos e fotos cortados pelos censores. Dessa forma, os leitores eram informados da violência que era praticada contra a democracia.

Embora pertencendo a gerações diferentes, tive o privilégio da amizade de Roberto Civita, um dos homens mais extraordinários que conheci.

Em nossos encontros, demonstrava uma crença sempre otimista em relação ao Brasil, mesmo diante dos grandes problemas estruturais e das mazelas da conjuntura política.

Registrei outro dia que Roberto Civita viveu e morreu sem perder a capacidade de sonhar com um Brasil investindo na educação de qualidade para que pudéssemos construir um futuro melhor.

Falava com entusiasmo sobre a importância da educação como espinha dorsal de um projeto de nação. De um lado, o esforço por parte do governo, em suas três instâncias, federal, estadual e municipal.

De outro, a responsabilidade das empresas. Defendia uma maior mobilização da sociedade que pudesse promover o grande e necessário salto do nosso sistema educacional. A implantação da nossa moderna indústria cultural está ligada à história da Abril.

Todos sabemos que há momentos na vida de um país em que a coragem pessoal de um homem pode fazer grande diferença. Roberto Civita levou ao extremo o seu compromisso e o seu amor pelo Brasil fazendo um jornalismo destemido, enfrentando interesses poderosos, não se submetendo a nenhum tipo de pressão.

A “Veja” –uma das maiores revistas semanais de informação do mundo, também censurada brutalmente no regime militar– foi trincheira da luta contra a ditadura e continua fiel ao compromisso de seu fundador: fazer um jornalismo a favor dos brasileiros.

As biografias de Civita e Ruy Mesquita se cruzam em diversos pontos, em particular na resistência ao arbítrio.

Eles são merecedores das justas homenagens prestadas nos dias recentes, às quais aqui me associo.

Felizmente, vivemos hoje numa sociedade consciente da importância de mantermos intactas as conquistas democráticas pelas quais tantos lutaram e, em especial, a plena liberdade de imprensa.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Aliados de Aécio Neves, já cogitam ter o Governador Sérgio Cabral como vice na chapa.

ALIADOS DE AÉCIO JÁ COGITAM TER CABRAL COMO VICE





Incentivo seria o racha iminente entre PMDB e PT no Rio, contra a candidatura do senador petista Lindbergh Farias (PT-RJ); o senador Francisco Dornelles (PP), tio do novo presidente do PSDB e aliado do governador peemedebista, aprova a estratégia; Cabral, no entanto, afirmou que continuará lutando para manter a parceria com o PT; "essa aliança faz muito bem ao Estado e ao Brasil", declarou

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Justiça condena Cavendish e Ex-Prefeito de Iguaba Grande por desvio de verbas.

Jornal do Brasil - on line.

Após denúncia do Ministério Público Federal (MPF) em São Pedro Da Aldeia (RJ), a Justiça Federal condenou Fernando Antonio Cavendish, sócio gerente da Delta Construções, e o ex-prefeito do município de Iguaba Grande, Hugo Canellas Rodrigues Filho, a quatro anos e seis meses de reclusão por desvio de verbas públicas federais. De acordo com a sentença, o regime inicial de cumprimento da pena será o semi-aberto.

Fernando Cavendish e Hugo Canellas desviaram recursos públicos liberados pelo governo federal para as obras de despoluição da Lagoa de Araruama, na Região dos Lagos. De acordo com a denúncia do MPF, houve um superfaturamento dos valores contratados e malversação das verbas. Só pelo serviço de mobilização e desmobilização de equipamentos, a Delta recebeu R$ 191 mil do município, enquanto o valor de mercado pelo serviço era de apenas R$ 14 mil.

No mesmo processo, Mário Erly Aguiar Souza, secretário de fazenda de Iguaba Grande à época dos fatos e responsável por acompanhar a execução financeira do contrato, foi condenado também a 4 anos e 6 meses de reclusão, pena a ser cumprida em regime semi-aberto. Alípio Villa Nova do Nascimento, diretor do Departamento de Meio Ambiente do município, e Márcia Betânia da Silva, então chefe da Divisão de Obras Públicas, foram condenados a 1 ano e 11 meses de reclusão por falsidade ideológica. Os dois atestaram em documento de prestação de contas que 75% do projeto já havia sido executado pela Delta, quando de fato apenas 14% havia sido realizado. As penas de ambos foram substituídas pelo juiz em prestação de serviço à comunidade e na limitação de fim de semana.

A sentença determina ainda que os réus condenados paguem juntos R$ 248 mil para reparação dos danos causados.

Entenda mais o caso:

Em dezembro de 1999, o então prefeito de Iguaba Grande, Hugo Canellas, realizou convênio com o governo federal, através da Secretaria de Recursos Hídricos, para a despoluição da Lagoa de Araruama, cujo valor total foi de R$ 5,6 milhões, dos quais o município participaria com R$ 1,1 milhão. O governo federal aprovou apenas parte do projeto, liberando em janeiro de 2000 a quantia de R$ 272 mil para a elaboração do projeto executivo, incluindo levantamentos topográficos, sondagens e estudos hidrológicos.

A prefeitura de Iguaba Grande realizou então licitação e contratou a Delta Construções para execução de toda a obra de despoluição da Lagoa de Araruama, firmando-se um contrato cujo preço total passava de R$ 22 milhões. À época, a Delta teria apresentado certidões vencidas para participar da licitação, além de responder a pedido de falência da 3ª Vara de Falências e Concordatas, o que impediria sua participação no processo licitatório, segundo o MPF.

Para realização dos serviços, executados entre 16 e 26 de junho de 2000, a Delta cobrou e recebeu do município a exata quantia repassada pela União no convênio: R$ 272 mil. Na sentença, o juiz da 1ª Vara Federal de São Pedro da Aldeia diz causar “estranheza” que os valores dos serviços prestados pela Delta somaram exatamente o valor liberado pela União.

Em inspeção do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ), foi constatado que os serviços contratados não foram realizados pela construtora. O TCE identificou também um superfaturamento dos valores contratados para o item mobilização e desmobilização, que engloba alocação de máquinas e material para o local da obra durante sua realização. Ao invés dos R$ 191 mil pagos pelo município à Delta, o serviço custaria apenas R$ 14 mil, já que na prática as obras duraram pouco mais de duas semanas.

domingo, 26 de maio de 2013

É assim que a Administração Regional do local (IV RA) está trabalhando e fiscalizando? É hora de mudar!

Sete assaltantes fazem arrastão em prédio que fica bem pertinho do 2º BPM (Botafogo)


Distante apenas 450 metros 2º BPM (Botafogo) e a 1,5 quilômetro da delegacia do bairro, segundo o site Google Maps, o prédio 154 da Rua Conde de Irajá pode ser considerado de localização privilegiada em termos de segurança. Mas a proximidade com as unidades policiais não foi suficiente para proteger os moradores e funcionários do edifício, invadido por pelo menos sete assaltantes armados com pistolas e revólveres, na manhã de ontem. Oito pessoas foram feitas reféns pela quadrilha.

Os ladrões, que usavam camisas e toucas na cabeça, fizeram a limpa em dois apartamentos e fugiram em dois carros, sendo um do zelador do prédio. O bando também roubou dinheiro, joias e aparelhos eletrônicos. O caso foi registrado na 10ª DP (Botafogo).

O bando teve acesso ao prédio pela garagem, por volta das 7h. A primeira pessoa a ser rendida foi a funcionária de um apartamento, que chegava para trabalhar. Em seguida, quando se preparava para sair de casa, foi a vez de o zelador Ivanildo Pereira, de 44 anos, ser dominado pelos assaltantes, junto com os dois filhos e a esposa. Segundo ele, os assaltantes se dividiram entre os cinco andares do edifício e a portaria.

"Só tinha um homem bem nervoso, os outros estavam calmos. Diziam a toda hora que se ninguém tentasse nada todos sobreviveriam. Minha casa está de cabeça pra baixo. Só sei que pegaram computadores, videogame e meu Siena 2004", contou o zelador.

Os bandidos seguiram para o apartamento onde trabalha a primeira mulher pega por eles e lá renderam a dona da casa e seus dois filhos. Todos ficaram na escada, com as mãos amarradas com fita adesiva. Depois de revirarem os dois apartamentos por cerca de 40 minutos, os ladrões foram embora pela garagem. Somente após a fuga a polícia foi chamada.

sábado, 25 de maio de 2013

Conversando com o brasileiro via internet, Aécio acredita que populariza sua caminhada.

Todos nós sempre analisamos uma campanha eleitoral com muita desconfiança, procurando ver o melhor candidato, pesquisar a melhor proposta.
Agora, o Senador Aécio Neves tem um novo método para sua aproximação de seus projetos.
A proposta agora é ouvir a população e construir um plano de governo junto ao povo!
Podendo emitir perguntas, dar opiniões e críticas ao Senador. O PSDB resolve modificar sua estrutura para oferecer uma melhor forma para que você possa acompanhar e fiscalizar os pensamentos e diretrizes do partido e principalmente da Liderança.
Renovando a forma de atuar junto ao povo, Aécio Neves, vem tomando um rumo grandioso em sua caminhada, podendo disputar com total segurança a Presidência da República.
Acompanhe um pouco de suas palavras e deixe também sua pergunta,

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Trabalhador morre com tiro na boca, no bairro do Flamengo.

Um faxineiro morreu com um tiro na boca, na noite de quinta-feira (23), no prédio do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), no Flamengo, zona sul. A vítima foi identificada como Alexandre Gomes da Silva, de 19 anos.

De acordo com a polícia, o tiro teria partido da arma de um segurança do local. Em depoimento, Theo Salgado disse que o disparo foi acidental.

O caso foi registrado na Delegacia do Catete (9ª DP) e repassado à DH (Divisão de Homicídios).

A UFRJ não havia se pronunciado até a publicação desta reportagem. O segurança e o faxineiro seriam contratados de empresas terceirizadas.

No final do ano passado, vim aqui transpor que falta luminosidade e segurança no Parque do Flamengo, o que ocorre no caso acima é justamente a falta de vigilância pública para proteger aos moradores e frequentadores dessa região. O endereço sitado a cima é uma avenida deserta e mal iluminada.
Tentativas dos moradores para a melhora do bairro junto a IV Regional Administrativa foram feitas, mas se êxito. Agora, depois de uma tragédia esperamos que o Prefeito reveja seus conceitos e avalie sua administração local. Pois, essa é a representatividade do povo junto a prefeitura, sendo assim, precisa muito de um melhor cuidado!

Jornada Mundial da Juventude traz benefícios para o Rio, a zona sul está sendo a mais prestigiada.

Com a Jornada Mundial da Juventude, a prefeitura do Rio começa a atender alguns pedidos.
A Rioluz entrega, nesta sexta-feira, a nova iluminação do trecho da Estrada das Paineiras que dá acesso ao monumento Cristo Redentor, ponto turístico mais famoso da cidade. Além de implantar uma iluminação de segurança com 34 pontos de luz com lâmpadas a vapor de sódio de 250 watts, houve instalação também de 20 novos projetores proporcionando uma iluminação cênica nas cores azul, verde, amarelo e branco voltada para fachadas de imóveis e partes da mata. 

A nova iluminação está distribuída na área do antigo Hoteldas Paineiras, que servirá base de apoio para os eventos da Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no mês de julho.

Agora a Rioluz, deve melhora a iluminação do Parque do Flamengo, trazendo mais luminosidade e segurança a população local e aos frequentadores. O incrível é ver tudo isso acontecer e a IV Regional Administrativa continuar sem debater com o morador e se ausentar de tais compromisso com a população!