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segunda-feira, 27 de outubro de 2014
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Palavra do Presidente Nacional do PSDB.
Por Aécio Neves
Uma coincidência do destino levou num curto espaço de tempo dois dos mais expressivos nomes da história da imprensa e da comunicação no Brasil: Roberto Civita, diretor editorial e presidente do conselho de administração do Grupo Abril, e Ruy Mesquita, diretor do jornal “O Estado de S. Paulo”.
Não convivi com Ruy Mesquita, mas me lembro, ainda muito jovem, das referências que meu avô, Tancredo Neves, fazia à maneira inteligente e corajosa que o “Estadão” e o “Jornal da Tarde” encontravam para denunciar a censura da ditadura militar.
Eram usados trechos de “Os Lusíadas”, de Camões, e receitas de bolo, em substituição aos textos e fotos cortados pelos censores. Dessa forma, os leitores eram informados da violência que era praticada contra a democracia.
Embora pertencendo a gerações diferentes, tive o privilégio da amizade de Roberto Civita, um dos homens mais extraordinários que conheci.
Em nossos encontros, demonstrava uma crença sempre otimista em relação ao Brasil, mesmo diante dos grandes problemas estruturais e das mazelas da conjuntura política.
Registrei outro dia que Roberto Civita viveu e morreu sem perder a capacidade de sonhar com um Brasil investindo na educação de qualidade para que pudéssemos construir um futuro melhor.
Falava com entusiasmo sobre a importância da educação como espinha dorsal de um projeto de nação. De um lado, o esforço por parte do governo, em suas três instâncias, federal, estadual e municipal.
De outro, a responsabilidade das empresas. Defendia uma maior mobilização da sociedade que pudesse promover o grande e necessário salto do nosso sistema educacional. A implantação da nossa moderna indústria cultural está ligada à história da Abril.
Todos sabemos que há momentos na vida de um país em que a coragem pessoal de um homem pode fazer grande diferença. Roberto Civita levou ao extremo o seu compromisso e o seu amor pelo Brasil fazendo um jornalismo destemido, enfrentando interesses poderosos, não se submetendo a nenhum tipo de pressão.
A “Veja” –uma das maiores revistas semanais de informação do mundo, também censurada brutalmente no regime militar– foi trincheira da luta contra a ditadura e continua fiel ao compromisso de seu fundador: fazer um jornalismo a favor dos brasileiros.
As biografias de Civita e Ruy Mesquita se cruzam em diversos pontos, em particular na resistência ao arbítrio.
Eles são merecedores das justas homenagens prestadas nos dias recentes, às quais aqui me associo.
Felizmente, vivemos hoje numa sociedade consciente da importância de mantermos intactas as conquistas democráticas pelas quais tantos lutaram e, em especial, a plena liberdade de imprensa.
sábado, 25 de maio de 2013
Entrevista com Aécio Neves, concedida à Revista ISTO É.
"Temos um país à deriva em busca de um gestor"
Aécio Neves eleva o tom das críticas ao governo e diz que Dilma e o PT se perderam num projeto autoritário de poder e empreguismo
por Mário Simas Filho e Delmo Moreira; fotos: Adriano Machado
PERIGO
O senador Aécio Neves diz que a democracia está
sendo ameaçada com a concentração de poderes
Um céu alvoroçado e cheio de cores envolve o prédio do Congresso Nacional na tela do pintor mineiro Carlos Bracher que está na parede atrás da mesa de Aécio Neves. Em seu gabinete no Anexo l do prédio do Senado Federal, Aécio encontra tempo para apreciar a pintura e relembrar encontros alegres com Bracher em Ouro Preto. Esses momentos amenos, contudo, podem se tornar cada mais raros, levando-se em conta a agenda do senador. Aécio Neves vai assumir a presidência do PSDB e começa a botar na rua o bloco da campanha para 2014. Ele não se declara candidato enquanto não receber a indicação oficial do partido, o que só deve acontecer na virada do ano. Mas na entrevista que concedeu à ISTOÉ, durante pouco mais de duas horas, o senador traçou o perfil do novo PSDB que pretende construir e discutiu as ideias com as quais espera conquistar o eleitor brasileiro.
ISTOÉ – O que o sr. vai mudar no PSDB?
Aécio Neves – O PSDB deve renovar seu discurso e apresentar propostas novas para o País. Precisamos assumir o papel de principal alternativa ao que está aí, com uma proposta clara que nos diferencie do PT. O Brasil terá uma grande oportunidade de comparar propostas diferentes. Quando assumir a presidência do PSDB, meu papel será o de discutir uma agenda para os próximos 20 anos. E de mostrar que os modernos, os eficientes, os que prezam a democracia somos nós. O atraso, a ineficiência e o viés autoritário são a marca de nossos adversários.
ISTOÉ – Como isso vai ser feito?
Aécio – Como presidente do PSDB, quero correr o Brasil para, até o final do ano, ter essa proposta nova muito bem clara. Que ela mostre que apostamos na gestão eficiente e não no gigantismo da máquina pública. Que nós apostamos em uma política externa pragmática em favor dos interesses do Brasil e não no alinhamento ideológico atrasado que tanto prejuízo traz ao País. Que apostamos na refundação da Federação, com distribuição mais justa de recursos entre os Municípios e os Estados.

ISTOÉ – Essa será a base de seu programa como candidato à Presidência da República?
Aécio – Se o partido definir que serei o candidato, posso dizer que estou preparado para iniciar um tempo novo no Brasil. Vamos primeiro construir no PSDB o arcabouço para o candidato trabalhar. Vamos mostrar que podemos fazer muito melhor para o Brasil.
ISTOÉ – A presidenta Dilma Rousseff tem alto índice de aprovação. Isso não mostra que o País está satisfeito com o governo?
Aécio – Ainda vivemos uma sensação de bem-estar. Temos um nível de desemprego baixo, empregabilidade alta. Mas há uma bomba-relógio para explodir a qualquer momento. E o nosso papel é mostrar isso.
ISTOÉ – O que está errado?
Aécio – Acho que houve uma visão equivocada. O governo desenhou o crescimento da economia pela demanda, através do crédito, mas isso já está no limite. O calcanhar de aquiles estava na oferta. Temos uma péssima infraestrutura para escoar a produção, o custo Brasil é crescente e a produtividade, baixíssima. Tudo isso está levando a um quadro de incertezas, num momento em que precisaria haver o investimento privado para compensar a diminuição do consumo.
ISTOÉ – Esses temas terão repercussão eleitoral?
Aécio – O resultado eleitoral a população é que irá determinar. Ao contrário da presidenta, não me movo pela lógica eleitoral.
ISTOÉ – A presidenta provavelmente diz o mesmo...
Aécio – Infelizmente, a agenda das eleições está levando a presidenta a
buscar permanentemente medidas populistas, elevando o risco de entrarmos no ciclo vicioso da inflação e do crescimento econômico comprometido.
"Quem administra o Brasil não é mais a
presidenta Dilma, é a lógica da reeleição"
ISTOÉ – O sr. também não está pensando em eleição o tempo todo?
Aécio – Com muita responsabilidade. Não podemos deixar que a propaganda ufanista continue a contagiar as pessoas. O avanço do Brasil é uma construção tijolo a tijolo, feita por algumas gerações de homens públicos. Desde a estabilidade da moeda, com Itamar Franco, a implantação e consolidação do real, com Fernando Henrique e Lula. Mas agora não há uma agenda nova.
ISTOÉ – O sr. vê diferenças entre os governos Lula e Dilma?
Aécio – Há um sentimento crescente de cansaço com esse modelo que está no poder. Isso é perceptível em todo o País. Acho que o PT perdeu a capacidade de apresentar um projeto de governo e se contentou em ter um projeto de poder. O que move o governo Dilma é exclusivamente a agenda do poder. Quem administra o Brasil não é mais a presidenta Dilma, é a lógica da reeleição. O PT trocou a agenda das reformas para as quais foi eleito.
ISTOÉ – Qual é a nova agenda?
Aécio – A agenda do autoritarismo. É claro o viés autoritário nas inúmeras medidas patrocinadas pelo PT. Uma cerceia o poder de investigação do Ministério Público, outra cria uma instância revisora das decisões do STF. E tudo isso casado ainda com uma ação truculenta e casuística que inibe a criação de outras forças partidárias de oposição. Essas ações mostram o governo com enorme receio do enfrentamento político. Há também uma concentração excessiva de receitas nas mãos da União, fragilizando Estados e Municípios. Isso leva à ineficiência e a desvios permanentes.
ISTOÉ – O sr. diz que as reformas não andaram, mas isso é só culpa do governo?
Aécio – Não se fala mais em reforma política, que era o carro-chefe do segundo mandato do presidente Lula e da campanha da presidenta Dilma. O tema é escanteado sempre que a presidenta começa a enfrentar contenciosos entre os grupos aliados. Com a reforma tributária é a mesma coisa. Poderíamos ter uma política de desoneração horizontal ampla, para todos os setores da economia, e não essa de hoje só para os escolhidos.
“Meu esforço é demonstrar que o novo é o PSDB e o velho é o PT, pelos acordos
que vem fazendo com os setores mais atrasados da vida nacional”
ISTOÉ – Esses não são os problemas de sempre na relação com as bases aliadas?
Aécio – A presidenta vive uma armadilha que ela própria montou: um governo que é de cooptação, não de coalizão. O governo se pauta permanentemente pela busca de novos aliados, o que o leva à paralisia. As grandes questões que interessam ao País não andam no Congresso porque não há unidade na base. Existe apenas disputa por espaço no governo.
ISTOÉ – Não é normal que se façam alianças para governar?
Aécio – As alianças deste governo levaram à eleição do Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos, colocaram Renan Calheiros na presidência do Senado e Henrique Alves na presidência da Câmara. Cada vez mais, o PT cria cargos públicos para atender a sua turma. O que ocorre agora é assustador. Quando Fernando Henrique deixou o governo havia 1.200 cargos em comissão no âmbito da Presidência da República. Hoje são quatro mil. Essa é a lógica do PT: o empreguismo, o aparelhamento da máquina. A lógica da democracia é ter os partidos políticos a serviço do Estado. O PT inverteu isso. Colocou o Estado a serviço de um partido político. Em todos os níveis, a ocupação do governo pelos partidos aliados é assombrosa.
ISTOÉ – Quando o PSDB estava no poder não ocorria o mesmo?
Aécio – É muito diferente. Não estou dizendo que não tivemos problemas lá atrás. Esse compartilhamento sempre houve, mas nunca nos níveis de hoje. Criou-se a imagem de que a presidenta Dilma fazia uma grande faxina sem levar em conta que foi ela própria quem colocou aquelas pessoas no cargo para atender às imposições dos partidos de seu entorno. Temos um país à deriva em busca de um gestor ou de uma gestora eficiente.
ISTOÉ – Mas a presidenta ganhou a eleição com apelo de gestora competente.
Aécio – As principais obras de infraestrutura no País estão paralisadas. O Tribunal de Contas mostra que 48% das obras do PAC têm algum tipo de desvio ou de superfaturamento. A transposição do rio São Francisco está com apenas 40% das obras prontas e o orçamento, que era de R$ 4,5 bilhões, chega a mais de R$ 8 bilhões. A Transnordestina tinha orçamento de R$ 4 bilhões, já está em R$ 7 bilhões e nunca passou um trem por ela. Na Norte-Sul, além de superfaturamento, estamos descobrindo agora que o material utilizado era impróprio. A refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, foi orçada em R$ 4 bilhões e vai ser um campeão nacional: será a refinaria mais cara do mundo. Não há planejamento, as obras estão paradas e a economia está parada.
ISTOÉ – A oposição não está superdimensionando a volta da inflação?
Aécio – A inflação de alimentos já está em 14% nos últimos 12 meses. E quem ganha até 2,5 salários mínimos – 90% dos empregos gerados na era petista são nessa faixa – gasta em média 30% da renda com alimentação. Isso é muito grave.
ISTOÉ – O sr. não acredita que o Banco Central manterá a meta inflacionária?
Aécio – A meta já é virtual, não existe mais. Não a atingimos nos dois
primeiros anos do governo Dilma e não vamos atingi-la novamente. Parece que eles focam o teto da meta como se fosse o centro. Isso gera uma enorme insegurança no mercado e dúvidas sobre o real compromisso deste governo com o controle da inflação.
ISTOÉ – Qual é a marca do governo Dilma, em sua opinião?
Aécio – O governo Dilma não tem marca. É sintomático que a presidenta se apresse para comemorar os dez anos de governo do PT. É uma forma de esconder os dois anos do governo Dilma: ela acopla os dois anos dela aos oito de Lula, quando realmente vivemos um período de maior expansão dos programas sociais. Pegar uma carona com o presidente Lula é mais uma demonstração de fragilidade. O que caracteriza o governo Dilma é a insegurança jurídica que afugenta empresários. O mundo está se recuperando, mas o Brasil está ficando de fora. Onde o investidor vai colocar seus recursos? No Brasil da insegurança, das intervenções, do viés autoritário latente? O PT não convive bem com a democracia.
ISTOÉ – Onde o sr. identifica esses focos de insegurança?
Aécio – A realidade é que o sentimento lá fora é de muita cautela em relação ao Brasil. As agências reguladoras são um exemplo. Elas foram aparelhadas por gente sem a menor identificação com a área. Agora vemos a permissividade das pessoas dessas agências montando negócios com a bênção dos poderosos. Para o Brasil será bom o PT tirar férias e para o PT será bom ir para a oposição. Assim, quem sabe eles se reencontrem com os valores que levaram à sua criação e ao seu crescimento. O PT hoje é um partido que só pensa na manutenção do poder, mesmo que para isso coloque em risco a democracia e a liberdade. A agenda do PT não faz bem nem ao Brasil nem à democracia.
ISTOÉ – As questões éticas voltarão ao centro da disputa presidencial?
Aécio – É um ponto que estará na campanha. O ministro Ayres Britto me dizia outro dia que a questão da sustentabilidade precisa ir além do tema ambiental. Precisamos de sustentabilidade moral. Acho que a decisão do STF permitiu ao Brasil ter pela primeira vez um sentimento de que a impunidade não é um valor absoluto. Isso não podemos deixar que se perca. Uma nação, para ser desenvolvida, tem de se render aos valores éticos. E esse será um papel importante do PSDB nessa campanha. Vamos mostrar que a democracia não pode ser ameaçada com a concentração de poderes.
ISTOÉ – O sr. não teme que esse discurso possa parecer eleitoreiro, já que há poucos anos o sr. brigava no partido em busca de entendimentos com o PT?
Aécio – Confesso que busquei isso e, em determinado momento, enxerguei a possibilidade de uma ação conjunta para avançarmos em termos sociais. Cheguei a construir em Belo Horizonte uma aliança com o atual ministro Fernando Pimentel. Mas a oposição no PT foi raivosa, inclusive punindo o próprio Pimentel. O PT preferiu outros aliados e cada vez mais as nossas diferenças se acentuaram.
ISTOÉ – Nas últimas eleições, o PSDB levou para a campanha temas como o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. Esses assuntos estarão presentes de novo em 2014?
Aécio – Espero que não. Essas não são questões de responsabilidade de um presidente da República.
"O PT hoje é um partido que só pensa na manutenção do poder.
A agenda do PT não faz bem nem ao Brasil nem à democracia"
ISTOÉ – Mas, pessoalmente, o sr. é a favor ou contra essas questões?
Aécio – Sou favorável ao casamento de pessoas do mesmo sexo. Isso já está incorporado ao mundo moderno. Com relação ao aborto, defendo a legislação atual. Mas o meu esforço é demonstrar que o novo é o PSDB e o velho é o PT, pelos acordos que vem fazendo com os setores mais atrasados da vida nacional.
ISTOÉ – O sr. não acha que o País melhorou?
Aécio – Reconheço que o Brasil de hoje é melhor do que era há 20 anos. Até melhor do que dez anos atrás. Mas isso é um processo. Ao contrário do PT, que gosta de fazer parecer que o Brasil foi descoberto em 2003, temos clareza de que isso é produto de um processo. O maior programa de distribuição de renda que houve no País foi o Plano Real, que deixou de punir os brasileiros com o imposto inflacionário e os trouxe para o consumo. De lá para cá, avanços ocorreram, não podemos negar.
ISTOÉ – Que avanços?
Aécio – O PT fez duas coisas muito importantes. A primeira foi esquecer o seu discurso e manter por algum tempo – hoje não mais mantém – os pilares macroeconômicos herdados do governo Fernando Henrique: meta de inflação, câmbio flutuante e superávit nas contas. Esses pilares foram fundamentais para que o Brasil tivesse algum sucesso no campo econômico. Além disso, o presidente Lula teve a virtude de unificar e amplificar os programas de transferência de renda. Isso foi importante, mas é insuficiente. Hoje o PT só tem a agenda do poder.
ISTOÉ – Como caminham essas conversas entre a oposição?
Aécio – No quadro político brasileiro, é muito bom ter uma candidatura como a da Marina. Vai trazer temas importantes para o debate. A candidatura do Eduardo Campos, que espero que se confirme, também vai trazer uma discussão mais profunda. Vamos falar de desenvolvimento regional, de agenda da gestão pública, da federação. O governo é que parece atemorizado, querendo ganhar por WO.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Presidente momentâneo, Renan assumirá a Presidência em virtude de viagem de Dilma.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), assumirá a partir desta sexta-feira (25) a presidência do país interinamente. Terceiro na linha sucessória, Renan assumirá o posto devido a viagens internacionais da presidente Dilma Rousseff, do vice-presidente, Michel Temer, e do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
A presidente Dilma Rousseff viajará na noite desta quinta-feira (23) para a Etiópia, onde participará da comemoração do Jubileu de Ouro da União Africana, de acordo com o Itamaraty. Em seguida, também sairá do país Michel Temer, que irá ao Equador para a posse do presidente reeleito Rafael Correa, segundo informou sua assessoria.
Com Dilma e Temer no exterior, quem deveria assumir o posto mais importante da República seria o presidente da Câmara, mas Alves está desde o início da semana nos Estados Unidos, onde faz visita oficial ao parlamento norte-americano, entre outros compromissos.
Quando Temer deixar o Brasil, na madrugada desta quinta-feira, Renan Calheiros assumirá a presidência. Ele deverá despachar no Palácio do Planalto nesta sexta-feira, de acordo com sua assessoria, e ficará no cargo até a volta do vice-presidente, prevista para o início da manhã deste sábado (25). Não deverá haver cerimônia simbólica de transferência de cargo entre Temer e Calheiros.
Dilma deverá retornar a Brasília no domingo (26), de acordo com assessoria do Planalto.
domingo, 7 de abril de 2013
Grupo de convivência na Farmácia Popular do Estado
Por Paulinha Ferraz
Grupo de convivência na Farmácia Popular do Estado
“Entender
como as atividades desenvolvidas no Grupo de Convivência
contribuem
para uma melhor qualidade de vida dos seus participantes”.
“Grupo de convivência na Farmácia Popular do Estado”
Tema: “Grupo de convivência na Farmácia Popular do Estado”
Questões norteadoras:
Qual a
importância do trabalho do Serviço social dentro da farmácia popular com o grupo
de convivência?
Realmente
ocorre um aumento na auto estima desse idoso participante do grupo?
Objetivo Geral: Entender
como as atividades desenvolvidas no Grupo de Convivência
contribuem para uma melhor qualidade de vida dos
seus participantes.
Objetivos específicos: A população brasileira de
idosos vem crescendo, o que tem despertado a necessidade de se criar mais
políticas públicas voltadas para esse grupo, com o objetivo na melhoria da
qualidade de vida desta população, permitindo sua inclusão social de forma mais
efetiva, melhorando assim sua expectativa de vida, visto que é uma tendência da
população brasileira atual, o grupo de convivência tem uma grande influência na
auto estima dos idosos.
Metodologia:
O
Grupo de Convivência do Idoso é desenvolvido através de atividades e eventos
para os idosos, o trabalho exige esforço e dedicação. A terceira idade é
veiculada como uma etapa da vida que merece atenção, cuidados, mas considerando
que o indivíduo ainda muito tem de potencial para desenvolver e continuar se
formando. A sensibilização da sociedade como um todo e do governo é aspecto
prioritário na questão, sem o qual será difícil serem registradas mudanças
significativas. Esse repensar se deve basicamente ao resgate dos direitos
humanos. O presente projeto objetiva oferecer diversão e lazer, aproveitando a
oportunidade de reunir um grande número de idosos, transformando esse dia , em
um momento prazeroso e alegre, com palestras sócio-educativas, aulas de
artesanato, informativos, jogos, músicas, poesia, passeios culturais e
assistência social, comemorações de datas festivas, objetivando promover a integração dos membros, ampliando
relações e amizades, desenvolvendo sua saúde física e mental.
Os encontros acontecem a cada 15 dias dentro da
Farmácia, sempre na segunda e ultima quinta feira de cada mês, podendo ocorrer
alguma mudança previa e a relação do
grupo é de relações humanas, tenho a finalidade de contribuir com as idosas
para que interajam solidariamente e adquiram confiança mútua e possam criar um
ambiente de sinceridade e amizade, pôde-se dessa forma realizando assim os
encontros de forma descontraída e eficaz que estimulam a interiorização pessoal
que levam às mesmas a reconhecerem suas limitações, suas deficiências, seus
hábitos e inclinações negativas. Há uma concordância de vários autores quando
afirmam que a comunicação é de fundamental importância para dinamizar as
relações entre as pessoas e em especial entre os idosos nos grupos de
convivência, as atividades realizadas durante os encontros, visam facilitar a
interação entre os idosos e minimizar o isolamento social que acaba
prejudicando a melhoria na qualidade de vida dos mesmos.
Principais resultados:
Entender a velhice e aprender a valorizá-la implica também no
conhecimento de determinados valores éticos e morais que são fundamentais para
sua compreensão e, sobretudo, para com o trato com o idoso, considerando
principalmente que no mundo atual muitas conquistas da intervenção científica
abriram ao homem novas possibilidades de intervenção, inclusive em sua própria
vida, exigindo assim uma avaliação ética destas intervenções para que o homem
seja sempre respeitado em sua dignidade, em seu valor de fim e não de meio.
O
processo de envelhecimento é motivo de preocupações desde o início da
civilização (NETTO, 2002). Porém, o estudo científico da terceira idade tem se
desenvolvido apenas nos últimos anos tanto para a psicologia quanto para as
demais áreas do conhecimento devido ao aumento da expectativa de vida
populacional e redução das taxas de natalidade que resultaram no aumento do
número de idosos (BRASIL, 2004; PAPALIA; OLDS, 2000).A relação entre
envelhecimento e auto-estima é cercada de controversas. Em um extremo os livros
de gerontologia afirmam que esta última etapa da vida quando associada a
fragilidade em termos físicos, psicológicos e a personalidade afeta a
auto-estima do idoso (REICHEL; GALLO,
2001). Porém, em outro extremo a literatura referente a este construto
confronta-se entre aqueles que defendem que a auto-estima pode ser decorrente
de períodos e situações específicas (BLOCK; ROBINS, 1993 apud REPPOLD, 2001) e
aqueles que afirmam que a história do indivíduo influencia a auto-estima do
mesmo (BRANDEN, 1999). a qual é estável e permanente durante o ciclo vital (REPPOLD,
2001).
Conclusões:
Na
obra de Dumazedier (1979), cuja definição de lazer enfatiza o desenvolvimento
pessoal, a participação, a liberdade da pessoa e a escolha voluntária das
atividades,o lazer é também indicado como uma dimensão da qualidade de vida,
sobretudo quando compreendido em sua função de desenvolvimento pessoal, isto é,
“a função que permite uma participação social maior e mais livre, a prática de
uma cultura desinteressada do corpo, da sensibilidade e da razão” (Dumazedier,
1979).
O
lazer na terceira idade é fruto de um processo evolutivo; está evoluindo e
seguirá evoluindo (PARRAGUEZ; ABIN, 2000).O lazer e o bem-estar estão
diretamente relacionados com a qualidade de vida dessas pessoas, interferindo
na solução desses problemas e no equilíbrio de cada um. Uma vez que isto o lazer é considerado imprescindível à
manutenção da saúde e à autovalorização das pessoas da terceira idade. É
necessário, acima de tudo, que a população se convença de que não é só o
trabalho que dá sentido à vida. As energias renovadas diariamente pelo lazer
poderão também trazer incentivo, otimismo, prazer e mais esperanças para quem o
pratica, logo assim chegamos a um resultado que o grupo de convivência aumenta
sim sua auto-estima.
Critica sobre o artigo:
Em virtude do crescimento da população idosa, os
grupos de convivência para a terceira idade se multiplicaram, estando presentes
em clubes, igrejas, associações comunitárias, postos de saúde e universidades.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é necessário que se promova a
participação social, saúde e segurança numa perspectiva embasada na bioética
para essa população, sendo que os grupos de convivência da Farmácia Popular do
Estado vão justamente de encontro à proposta de promoção do envelhecimento
ativo, com a finalidade de preservar as capacidades e o potencial de
desenvolvimento do indivíduo idoso. O trabalho tem por finalidade abordar:
Bioética e Serviço Social como elementos fundamentais para a
ressocialização, aumentando o seu grupo de amizades e trazendo também
benefícios principalmente à auto-estima do mesmo. Dão, assim, um novo sentido
para a vida daqueles que antes se sentia sozinho e sem muitas expectativas.
Acredito
ser muito importante todo este processo pela participação de todos da
sociedade, assim estaremos possibilitando uma melhor qualidade de vida, a
população que necessita de nossos serviços e a integração entre idosos e a
assistente social para um convívio harmonioso e mais participativo. O aumento
da população com mais de 60 anos é o resultado da evolução e aperfeiçoamento
das condições de vida de um povo. Este fato que deve ser comemorado como um
grande acontecimento, visto que os direitos dos cidadãos com idade acima de
sessenta anos são ampliados, nesse nosso trabalho usamos de estratégia as
atividades realizadas dentro da farmácia para um bom estabelecimento das
relações interpessoais dos idosos.
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sábado, 3 de setembro de 2011
Pré-sal.
Mais uma vez foi debatido no Senado Federal as questões do Pré-sal. Porém discutem os valores a ser distribuído aos demais estados do país, mas, se esquecem de discutir também, a segurança ambiental dos estados produtores.
Ora, é muito bom receber um valor retirado em outro estado que produz ativamente um produto, mas, os senadores não enxergam que esses estados necessitam de uma fonte de renda para dar estrutura e segurança a essa mesma produção! E os municípios que utilizam desses recursos para poder se estruturar? Pois, temos que pensar também que, as cidades produtoras começam a ter um número maior no seu cotidiano devido ao serviço de mão de obra que se localiza em sua origem naquele município. Senhores Senadores, é preciso pensar muito mais que valores, e sim pensar impactos!
Abraços do jovem amigo
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