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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

EM 2014 LULA NÃO VAI MAIS TRANSFERIR VOTOS COMO EM 2010!

EM 2014 LULA NÃO VAI MAIS TRANSFERIR VOTOS COMO EM 2010! QUAL A EQUAÇÃO DE 2014?

1. Quem olha para 2010 pensando que 2014 será igual se equivoca redondamente. Lula, sentado na cadeira presidencial, tinha a mobilidade que queria. Com a economia crescendo 7,5%, tirava o tema do discurso da oposição. Seu carisma retirante tirou o Nordeste dos sonhos da oposição. Contava com Eduardo Campos absoluto em Pernambuco e a oposição não tinha a Bahia. No Rio Grande do Sul vencia com Tarso. Tinha Cabral, um candidato praticamente nomeado a governador do Rio com o PT a tiracolo.
            
2. Dilma era como se fosse ele: continuidade garantida. E ainda se deu ao luxo de fazer campanha pessoal contra os candidatos a senador da oposição. Tirou do jogo Artur Virgílio, Heráclito Fortes, Tasso Jereissati, Marco Maciel, Efraim Filho, Cesar Maia, etc.
            
3. O quadro hoje é muito diferente para ele. No Rio é um imbróglio que ele vai transformar em inserções na TV com o mínimo de presença física. No Rio Grande do Sul a senadora do PP é favorita. Terá que dar tempo integral a seu governador de SP, carregando a impopularidade do prefeito da Capital. Eduardo Campos é candidato da oposição. A economia cresce 2%, nível do crescimento da população. Juros voltaram a subir. Inflação –que em 2010 estava em 4,5%- agora se acomoda em 6,5% para 2014, sangrando os bolsos das pessoas. Juros lá em cima.
            
4. As ruas não são mais da CUT e do movimento social associado. As manifestações incluíram Dilma e o PT entre seus alvos. Mensalão concluiu com a cúpula próxima a Lula na cadeia. No Nordeste, Eduardo Campos veio para a oposição. Na Bahia, o DEM volta a ter hegemonia. Cabral desintegrou. Lula vai ter que entrar disfarçado para assistir jogos da Copa do Mundo ou ver em casa, o que é mais provável. 
            
5. Com quanto Lula contribuiu para a eleição de Dilma e dos deputados do PT e aliados? 10% do total? Ou mais? Fiquemos com estes 10%. Dilma teve 43%, e viria para 39%. A base aliada perderia uns 30 deputados federais e uns 4 senadores. 
            
6. Dilma teve, no primeiro turno, 47,6 milhões de votos. Os demais candidatos tiveram 53,8 milhões de votos (incluindo os 19,6 milhões de Marina e 33,1 milhões de Serra). Aplicando o redutor de 10%, Dilma deverá ter 43 milhões de votos. Dessa forma, a equação eleitoral de 2014 será o quanto desta perda de Dilma irá para abstenção, brancos e nulos e quanto irá para a oposição.
 

domingo, 19 de janeiro de 2014

O Brasil ainda está longe de ser um país de classe média.

Dentro da lógica capitalista, novos consumidores são sempre bem vindos. O crescimento da demanda abre a possibilidade de novos negócios, sendo uma das características do empresário bem sucedido a compreensão de demandas emergentes e o fornecimento de novos produtos. 

Dessa forma, mercados de bens de alto valor podem surgir, bem como de produtos a preços módicos, produzindo em ambos os casos o desejado aumento dos lucros. Este é comportamento que se espera em uma economia capitalista. 
O fenômeno dos rolês, no entanto, mostra que esse saudável mecanismo parece não ter grande vitalidade na economia brasileira. A decisão da associação dos Shoppings Centers em impedir a ocorrência do "passeio de turma de adolescentes" - o real significado da gíria rolê - indica justamente o sentido contrário. 
De fato, o mandado de segurança demonstra que o empresário do setor avaliou não valer a penar entender esse jovem consumidor, visando transformar o potencial de ganhos em realidade. Ao entrar na Justiça, deixou claro sua rejeição, contentando-se com isso com o atual conjunto de consumidores. 
E, evidentemente, tal recusa de atendimento provoca o repúdio do jovem consumidor, como provocaria em qualquer cliente que fosse maltratado em um estabelecimento. Dificilmente teríamos movimentos violentos se o setor estivesse pronto para ofertar produtos para esse segmento. Não é difícil pensar em shows e produtos mais acessíveis. 
Haveria então um despreparo dos empresários do setor? 
A resposta também é não. Shoppings Centers se tornaram paraísos de consumo nos últimos trinta anos, verdadeiras promessas de segurança e ascensão social. No JK, por exemplo, temos a realização do consumo de classe alta, buscando a integração ao padrão de consumo de elite europeu e americano. Em Itaquera, por sua vez, temos a satisfação do ingresso na classe média, entendida miopemente como a mera capacidade de adquirir bens. 
Além do mais, em uma sociedade que falhou na construção de espaços públicos de convivência - veja a carência de parques, praças, etc. - uma área privada se constitui na grande opção paulistana para o convívio coletivo. Quantos namoros começaram em um shopping em vez de em um passeio público à beira do rio Tietê ou Pinheiros? Dar um "rolê em um shopping center" - a praia do paulistano - é, portanto, convite irresistível, a mescla de "status", ascensão e convívio público. 
A recusa de atendimento a um consumidor de baixa renda, que é o jovem dos rolês, significa logo uma tentativa de preservação desta "Meca" da ascensão social, isolada, como se tudo que ocorresse fora não importasse. Contudo, as razões para isto não devem ser resumidas a um conflito entre classes ou o mero resultado de preconceito. 
Ao embutir no seu produto o preço do status, o empresário pode ampliar sua margem, aumentando seus lucros. O outro lado da moeda é que isso implica que indivíduos que são desprovidos de status no imaginário social não devem participar do ato de consumir, pois, caso contrário, não há status. Ou seja, o empresário opta por ganhar vendendo um produto mais caro e com status do que lucrar pela quantidade. 
Naturalmente, esse fenômeno somente é possível dado um baixo nível de competição da economia brasileira, fruto da desigualdade social e do baixo nível de renda, o que permite sustentar preços elevados a um público que tolera pagar valores mais altos para consumir status. 
Isto explica os motivos pelos quais carros no Brasil tendem a ser tão mais caros do que no estrangeiro, inclusive quando comparados aos equivalentes europeus, cuja carga tributária também é alta. 
A avidez por status social, permitindo um sobrepreço, é um traço histórico de nossa economia, pois, desde o início da ocupação portuguesa em 1500, sempre houve uma elite com capacidade de consumo similar à verificada nos grupos mais abastados dos países ricos do mundo. A capacidade de consumir, portanto, no Brasil, divide a sociedade de forma mais pronunciada do que a cor da pele e a própria origem étnica. 
Nesse contexto, o ato discriminatório dos lojistas contra quem tem menos status na sociedade é esperado e, inclusive, racional. 
Em qualquer livro de microeconomia, aprendemos que o produtor em uma economia capitalista busca discriminar seus clientes, conforme a quantidade almejada e sua vontade de pagar por um bem. No entanto, a teoria também ensina que isso reduz a eficiência econômica, visto que, possibilidades de comércio são perdidas. Em outras palavras, a custo do maior lucro do produtor, a sociedade fica mais pobre. 
O atendimento ao consumidor do rolêacarreta a alteração da lógica econômica nacional, passando o lucro a decorrer da quantidade elevada vendida e não do preço astronômico praticado ao associar consumo ao status. A resposta da associação dos empresários ao fenômeno do rolê, portanto, se racionaliza pela tentativa de preservação das margens mais elevadas, via manutenção do status do shopping center, de paraíso das compras. Ao negar atendimento a um importante cliente, constata-se claramente que, a despeito do suposto milagre da classe média emergente, o caminho para uma sociedade de massas ainda é longo. A dura verdade é que ainda estamos muito longe de ser um país de classe média.

domingo, 16 de junho de 2013

O filho "Neves" que faz Cabral ameaçar o PT

Marco Antônio segue os passos do pai no PMDB e pode disputar mandato de deputado já em 2014
LUCIANA NUNES LEAL / RIO - O Estado de S.Paulo

Aos 22 anos, o estudante de Direito Marco Antônio Neves Cabral vai todas as tardes ao Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, entre as aulas na PUC, que frequenta de manhã e à noite. Assiste a algumas reuniões, participa de solenidades. Não é contratado, nem em cargo comissionado. É uma espécie de estagiário informal, interessado em gestão pública. O acesso ao poder é garantido por um laço familiar: o rapaz é filho do governador Sérgio Cabral (PMDB) e segue os passos do pai na política.

Marco Antônio é presidente da Juventude do PMDB, mesmo cargo ocupado por Cabral em 1982. Também é vice-presidente do PMDB do Rio. O sangue da política não está apenas do lado paterno. A mãe, Suzana Neves, ex-mulher de Cabral, é prima do senador mineiro Aécio Neves, provável candidato do PSDB ao Planalto. Os avós de Suzana e Aécio eram irmãos: Francisco e Tancredo Neves. Por compromissos partidários, Marco Antônio não foi este ano ao tradicional encontro anual dos Neves, em São João del-Rey, mas tem contato com a família mineira.

Não foi à toa que Cabral lembrou, em recente jantar na casa do vice-presidente Michel Temer, o nome completo do filho. O governador indicava que não teria problemas em se aliar ao tucano, se a aliança entre PMDB e PT no Rio se desfizer. Cabral não aceita palanque duplo para Dilma no Rio e diz que, se o senador Lindbergh Farias (PT) insistir em ser candidato a governador, o PMDB-RJ estará fora da campanha à reeleição da presidente. Cabral quer lançar no Rio seu vice, Luiz Fernando Pezão.

Diplomático, Marco Antônio, que também esteve no jantar em Brasília, prefere falar em manter a aliança. "No Rio de Janeiro tenho certeza que o problema tem solução. Acredito no diálogo. Voto na presidenta Dilma, a Juventude (do PMDB) vota na presidenta. Estamos com ela em nível nacional, 100%."

O estilo é conciliador, mas também contundente ao lembrar que os petistas foram beneficiados pela aliança e, portanto, não teriam do que reclamar. "Se você pegar o PT de 2007 e o de 2013, é outro partido. Tinha no máximo cinco prefeituras, hoje tem 11, incluindo Niterói, onde o governador Sérgio Cabral e Pezão foram fundamentais. Duas secretarias do Estado são ocupadas por deputados estaduais do PT, que fazem um grande trabalho. O PT tem a vice-prefeitura da capital, a aliança foi boa para os dois partidos", diz.

O impasse adia decisões de pai e filho. Se dependesse do presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, Marco Antônio seria candidato a deputado federal em 2014. O plano esbarra na exigência legal de que Cabral deixe o cargo até abril para o filho disputar a eleição. O governador, no entanto, tem dito que só sairá no último dia do mandato.

Cabral estimula a vida partidária do filho, que, além de político, é vascaíno e mangueirense como o pai. Mas faz questão que Marco Antônio termine a faculdade, no fim de 2014.

sábado, 15 de junho de 2013

Secretaria Nacional da Juventude lança Programa em parceria com Estados e Municípios

O objetivo é promover a inclusão e emancipação dos jovens, com a ampliação do acesso às políticas públicas por meio destes equipamentos públicos.

A Estação Juventude oferecerá informações sobre programas e ações para os jovens, além de orientação, encaminhamento e apoio para que eles próprios tenham condição de construir as suas trajetórias e buscar as melhores formas para a sua formação. De acordo com a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, "esta é uma estratégia que visa garantir, na prática, a autonomia e emancipação dos jovens".

Nessa etapa, o programa será implementado em dois formatos. O primeiro são as 20 unidades complementares, instaladas em equipamentos públicos municipais já existentes, que irão viabilizar o atendimento qualificado para jovens nestes locais. Como ação do Plano Juventude Viva, a prioridade é instalar estas Estações Juventude em cidades com maior incidência de violência contra a juventude negra. O outro formato são as sete unidades itinerantes, ou seja, ônibus que irão percorrer localidades diferentes para ampliar, territorialmente, o acesso a informações sobre estas políticas públicas. Neste caso, além de estar voltado para a juventude negra, o foco serão também as áreas rurais com maior concentração de jovens.

Os espaços do programa Estação Juventude contarão com gestores capacitados para fornecer informações e desenvolver atividades que facilitem o acesso dos jovens a serviços e políticas públicas que atendam às suas necessidades. “Com esta iniciativa, vamos ampliar os benefícios que esses programas podem trazer aos jovens, fazendo diferença em suas vidas. É, especialmente, mais uma forma do Estado reconhecer os direitos deste segmento", ressalta a secretária.

Como participar - As unidades complementares do programa Estação Juventude serão implementadas por meio de convênios da Secretaria Nacional de Juventude com municípios no valor de até R$ 258 mil. As itinerantes serão feitas em parceria com estados, por meio de convênios de até R$ 633 mil. Os interessados devem enviar as suas propostas até o dia 9 de novembro, através do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SICONV).

Para orientar os gestores estaduais e municipais interessados no programa Estação Juventude, a SNJ irá realizar uma oficina no dia 30 de outubro, das 9 às 18h, em Brasília. Esta atividade tem a função de orientar a elaboração dos planos de trabalho e inclusão das propostas no SICONV. A participação nesta oficina não é obrigatória e todas as despesas do deslocamento e alimentação dos gestores são de responsabilidade das prefeituras e governos estaduais. Além disso, as dúvidas sobre o programa podem ser tiradas pelos telefones (61) 3411-3912 e 3411-3554.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Prefeitura de Rio das Ostras incentivando o jovem a fiscalizar, reivindicar e se inserir no ambiente político participativo.

Introdução

O Programa Orçamento Participativo Jovem da Prefeitura Municipal de Rio das Ostras, conduzido pela Secretaria Municipal de Planejamento, tem como sua principal meta levar às crianças e juventude municipal, por intermédio das escolas do município, o trabalho do Orçamento Participativo até então restrito aos adultos. 

Acreditamos que a educação é uma das áreas em que o impacto da gestão municipal é mais notado e se expressa, dentre outros, pelo aumento do número de matrículas ofertadas, pela melhoria da qualidade do ensino e do índice de aprovação, assim como, a necessidade da participação dos educadores nesse processo o que representa a totalização do papel da educação no incentivo à práticas coletivas e sociais. 

Buscando experiências e metodologias que já deram certo, encontramos alguns trabalhos e estudos muito interessantes sobre participação popular. 

“O problema do cuidado com a formação moral de nossas crianças e jovens parece bater em nossas portas provocando, a cada dia, mais barulho e temor. É necessário aprofundarmos urgente este tema, pesquisar causas e soluções em andamento.” 
Rudá Ricci 

Sociólogo, Doutor em Ciências Sociais, professor da PUC (MG) e Escola Superior Dom Helder Câmara. 

Fazer a leitura deste relato só nos deu mais certeza do alcance do trabalho que podemos desenvolver com o Programa do Orçamento Participativo Jovem. 

Esperamos sempre contar com a mobilização da sociedade civil e a adesão de inúmeras entidades governamentais e não-governamentais comprometidas com o bem-estar da juventude.

Objetivo

O objetivo deste projeto é oportunizar crianças e jovens a possibilidade de analisar as realidades locais e buscar interesses coletivos, inserindo-os num processo de gestão participativa e democrática.

Justificativa

Como parte da gestão pública e democrática – e o Programa Orçamento Participativo Jovem faz parte deste contexto - temos consciência que o programa pode contribuir de forma significativa com a administração municipal ao incluir a participação da escola neste processo. O Orçamento Participativo Jovem, foi uma demanda observada numa plenária do Orçamento Participativo Adulto realizada em Cantagalo, uma localidade rural de nosso município, no qual jovens manifestaram-se solicitando do poder público um espaço similar para defender suas necessidades; foi criado então em 2006 e batizado como Orçamento Participativo Mirim. 

Nos trabalhos de 2007 entre as primeiras reivindicações para implantação do programa, foi a mudança do nome, que de Mirim passou a ser Jovem. Compreendemos que trabalhar democracia participativa é afirmar compromisso com a cidadania, além de ser, no caso do Orçamento Participativo Jovem, um “divisor de águas” na contribuição para formação e construção de caráter do jovem. Isto nos faz relembrar a seguinte frase de um educador brasileiro, Paulo Freire: “...ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua própria produção ou sua construção”. 

Ao trabalhar com o Orçamento Público visamos proporcionar ao aluno / jovem começar a aprender fiscalizar a destinação e a utilização dos recursos do município observando a elaboração e realização do seu orçamento familiar como fonte de conhecimento. Dessa forma o jovem começará a ser inserido no contexto de participação social. Outro fator importante que nos leva a acreditar no sucesso do Orçamento Participativo Jovem é como o município de Rio das Ostras vem conseguindo a concientização da sua população com o trabalho de Orçamento Participativo, dirigido ao público adulto, que tem como objeto despertar atos de cidadania nesta camada da população. Em 2008 houve a conquista de um novo patamar de participação popular no município. Em decorrência do trabalho com Orçamento Participativo Jovem foi criado o Conselho de Planejamento e Orçamento Participativo Jovem, com vinte jovens oriundos das escolas de Rio das Ostras para compor sua Diretoria. 

Além disso o programa aproximou o jovem do poder público ao chama-lo para apresentar suas principais demandas, fazendo com que o jovem aprenda a negociar, debater, fiscalizar, articular, ser formador de opinião e assim praticar cidadania e resolver os problemas municipais de forma democrática. 

Em 2010, a 1ª Conferência Municipal de Planejamento e Orçamento Participativo Jovem elegeu um novo Conselho com 151 membros, de idades desde 05 anos até 22 anos e consequentemente, 2 Presidentes, um para o Conselhinho e outro para o Conselho, inserindo definitivamente os alunos da Educação Infantil no contexto do Programa. 

Ressaltamos ainda a participação do Conselho Municipal de Planejamento e Orçamento Participativo Jovem no Programa Prefeito Amigo da Criança da Fundação Abrinq. O Programa Prefeito Amigo da Criança recomenda que a Comissão Municipal de Acompanhamento e Avaliação do Programa Prefeito Amigo da Criança (CMAA-PPAC) seja presidida pelo Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente; mas pensando na efetiva participação de crianças e adolescentes, o município de Rio das Ostras levou à Fundação Abrinq a possibilidade dessa Presidência ser entregue ao Presidente do Conselho Municipal de Planejamento e Orçamento Participativo Jovem, ao qual foi aceita.

Metodologia

O projeto propõe trabalhar de forma que os jovens possam expressar suas necessidades, contribuir com a construção de políticas públicas e formar valores para a democracia social. Para isso, o projeto foi implementado nas Escolas Municipais, Estaduais e Privadas de Rio das Ostras – Rio de Janeiro/Brasil, envolvendo primeiramente Alunos dos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e no Curso de Formação de Professores e em 2010 também alunos da Educação Infantil.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Minas Gerais é o estado com maior número de Crianças e Adolescentes no trabalho infantil doméstico.

Fonte: www.em.com.br


Adolescentes na ONG Circo de Todo Mundo, em Betim, na Grande BH

Minas Gerais é o estado com maior número absoluto de crianças entre 10 e 17 anos que enfrentam o trabalho infantil doméstico. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2010, mostram que 34.699 meninos e meninas são incorporados a outras famílias e submetidos a atividades como lavar, passar, varrer, cozinhar e cuidar de outras crianças. De acordo com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE-MG), os pequenos trabalhadores, geralmente, ganham um teto para morar ou uma recompensa menor que o salário mínimo, mas perdem a infância e a oportunidade de estudar regularmente.

Essa é a realidade de Maria (nome fictício), de 13 anos, que recebe R$ 80 por mês para trabalhar como babá. Além de cuidar de uma criança de 4 anos, ela faz serviços em casa e se divide entre as obrigações e a escola, onde cursa a 7ª série do ensino fundamental. Ela é uma das adolescentes atendidas pela Organização Não Governamental (ONG) Circo de Todo Mundo, em Betim, que resgata meninos e meninas em risco pessoal e social, por meio de atividades culturais, educativas, recreativas e circenses. 

“Levo a menina para a creche todo dia às 6h30. Depois vou para a escola. Quando chego da aula faço metade do serviço de casa, lavo vasilha, arrumo, varro e passo pano. Depois vou para o circo, onde aprendo as acrobacias no tecido e trapézio. Pego a menina na creche e fico cuidando dela até as 17h30. Enquanto eu acabo o serviço de casa, ela fica vendo televisão”, conta a adolescente, que sonha em ser arquiteta. 

Maria vive com a mãe e o pai e diz que os responsáveis não acham ruim o trabalho dela como babá. “Minha mãe só não gosta quando eu trago a menininha para minha casa e ela rabisca as paredes”, conta. Maria guarda o salário no banco e, às vezes, compra roupas e sapatos. “Para mim é normal olhar essa menina. Se eu tivesse uma irmã menor, eu também teria que cuidar”, revela.


"É uma questão cultural da época que não existia proteção para as crianças", Valdimar Nascimento Alves
O que é classificado como “normal” pela garota é considerado “realidade antiga” pela coordenadora da ONG, Valdimar Nascimento Alves. “É uma questão cultural da época que não existia proteção para as crianças. A gente percebe que essas meninas trabalhadoras chegam aqui no circo cansadas. Tem dia que não querem fazer nada”, relata. A intenção da ONG é retirar as jovens dos ambientes de trabalho e envolvê-las em atividades esportivas e circenses. A coordenadora conta que recentemente Maria teve um problema sério de coluna, resultado do trabalho pesado. “Ela disse que era um problema no colchão, mas sabemos que não é”, afirma.

Valdimar conta que as crianças resgatadas têm origem em famílias de baixa renda e alta vulnerabilidade social. O número de meninas no trabalho doméstico é nove vezes maior que o de meninos, mas eles também acabam envolvidos em serviços nos sítios e fazendas, principalmente no cuidado de animais que vivem nesses terrenos. “Aqui em Betim, os meninos ficam por conta dos cavalos e outros bichos. Eles dão comida e levam para banho”, relata. 

Joana (nome fictício), de 15 anos, não trabalha fora de casa, mas cumpre um rotina disciplinada para cuidar da irmã mais nova, de apenas 2 anos. Ela acorda às 5h30 e adianta todo o serviço da casa, enquanto a mãe vai para o trabalho em uma padaria do bairro. Joana cozinha, leva o almoço para a mãe e, só depois de entregar a irmã para a avó, fica liberada para as atividades do circo. À noite vai para escola, mas o horário para os deveres de casa praticamente não existe. A adolescente conta com orgulho que é uma especialista em lira, acrobacia circense em que se equilibra pendurada em um bambolê. 

“Eu trabalho para minha mãe, então não ganho dinheiro. Mas de vez em quando eu arrumo o cabelo das minhas amigas e elas me pagam. Eu faço penteados e ganho R$ 2 ou R$ 5”, conta Joana. Funcionários da ONG desconfiam que a adolescente foi vítima de violência sexual praticada pelo padrasto, que era traficante e morreu assassinado há cerca de um mês. 

Para o juiz, a situação dessas garotas que cuidam de outras meninas é muito grave. Os pais que colocam crianças na responsabilidade de outros menores podem perder a guarda dos filhos. Mas, de acordo com Padula, aplicar sanções a essas famílias é muito complicado. “Essa situação é ocasionada, muitas vezes, por uma questão econômica, porque o pai e a mãe precisam trabalhar. Eles se veem coagidos, forçados a adotar a situação para sobrevivência. Não é o ideal ficar como está, mas temos que ter cuidado para culpabilizar”.

Corpo de jovem baleada na cabeça é enterrado em Minas Gerais, e família cobra punição de Delegado.

 

O corpo da adolescente Amanda Linhares dos Santos, 17 anos, foi enterrado na manhã desta quarta-feira em Conselheiro Lafaiete, Região Central de Minas Gerais, cidade onde mora parte da família dela. A jovem morreu na noite de segunda-feira depois de 51 dias internada por casa de um tiro na cabeça. O suspeito do crime é o o ex-namorado, o delegado Geraldo Toledo, 40 anos, que está preso pela Corregedoria de Polícia Civil. Os familiares, muito emocionados, prometeram acompanhar o caso para que o policial não fique impune como ficou em outros processos que respondeu na Justiça. 

O sepultamento ocorreu por volta de 9h no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, depois de uma noite e madrugada de velório. A mãe da jovem, Rubiany Linhares dos Santos, de 32 anos,e a irma dela, Thaísa, de 13 anos, simbolizaram a comoção de toda a família. Sempre juntas, as duas choraram muito durante o cortejo, sendo amparadas pelo companheiro de Rubiany e padrasto das meninas. Thaísa chegou ontem de Goiás para acompanhar o enterro da irmã. Ela mora com o pai, primeiro marido de Rubiany.


Irmã e mãe de Amanda durante sepultamento

Uma prima de Amanda disse que a dor maior é porque a família alimentava a esperança de que ela fosse se recuperar, mas a jovem teve febre e sofreu uma parada cardíaca. Segundo a prima, a morte pegou todo mundo de surpresa, pois estavam esperando a saída dela do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. 

O diácono João Bartolomeu, responsável pelas orações durante o velório, disse que numa morte trágica como essa a dor é maior. Segundo ele, os parentes sofrem muito com a perda de uma pessoa cheia de saúde e vida.

Tiro 

Em 14 de abril, Amanda estava em companhia do delegado quando, depois de um atrito com ele, foi baleada. Testemunhas disseram que o casal estava no carro do policial, na estrada entre Ouro Preto e o distrito de Lavras Novas, na Região Central de Minas. O delegado nega que tenha atirado na adolescente, com quem mantinha um relacionamento marcado por desavenças, que geraram ocorrências policiais. A Justiça chegou a determinar que o policial não poderia se aproximar de Amanda. Porém, a advogada dele, Maria Amélia Tupynambá, informou que seu cliente não chegou a ser notificado da decisão.

Pela versão do suspeito, Amanda Linhares tentou se matar. O delegado buscou a jovem em Conselheiro Lafaiete e depois seguiram para Ouro Preto. Depois de uma ligação à Polícia Militar avisando que o casal foi visto brigando na estrada, veio a informação de que Amanda havia sido deixada em unidade de pronto atendimento (UPA) da cidade com um tiro na cabeça. Funcionários da unidade de saúde informaram aos militares que o homem que a deixou no local disse que ela tentou o suicídio. O carro do policial, um Peugeot preto, foi apreendido e periciado. Apesar da afirmação de que a adolescente tentou se matar, exames residuográficos nas mãos dela não acharam vestígios de pólvora.

terça-feira, 4 de junho de 2013

UFRJ retira mobiliário do antigo Canecão, na Zona Sul do Rio.

Do R7

Após uma intensa disputa judicial, a UFRJ conseguiu reaver os direitos sobre o espaçoGoogle Street View


A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) começou a retirar nesta terça-feira (4) o mobiliário que compunha a antiga casa de shows do Canecão, em Botafogo, na zona sul do Rio. O objetivo é transformar o local em um espaço para atividades acadêmicas, culturais, cientificas e musicais. A reabertura está programada para o início de 2014.

A princípio, a casa passará a se chamar Arena Minerva de Música e Arte. A Justiça determinou, em 2010, a reintegração de posse do Canecão à universidade, que pretende preservar o espaço como uma “referência cultural” da cidade.

Objetos como mesas e cadeiras foram retirados do local para facilitar a reforma. Parte dos móveis será destinada a instituições sem fins lucrativos. A reforma do telhado do imóvel já foi iniciada ao custo de R$ 400 mil. Um concurso cultural irá escolher o novo projeto arquitetônico da área.

O Excelentíssimo Senhor Vice Presidente da República, Michel Temer, em entrevista ao Jornal O Globo, diz que Pezão será o candidato do partido ao governo.



O jornal O Globo do último sábado (01/06), trouxe uma entrevista com o vice-presidente da República e presidente do PMDB Michel Temer, em que ele fala sobre a antecipação da campanha eleitoral, sobre a relação entre o Governo Federal e o Congresso Nacional e sobre as disputas estaduais do ano que vem. "Eu não cogito a hipótese de palanque duplo no Rio", afirmou Temer.

O senhor acredita que houve antecipação da campanha eleitoral?

Fala-se da convenção como se ela fosse daqui a 15 dias. Lamentavelmente, antecipou-se muito a eleição presidencial, que causou a antecipação das eleições estaduais. Aí, as pessoas começam a pensar só nos acordos locais. O presidente Lula disse que ele só falou sobre isso porque havia muita gente dizendo que ele deveria voltar como candidato. Então, ele não quis deixar dúvida. Ele antecipou, mas foi para acabar com esse falatório. Causou mais falatório, em função da candidatura da presidente Dilma.

Como ficam os palanques para Dilma em 2014 nos estados em que o PT disputa contra o PMDB?

Como a presidente Dilma pode ir para um lugar, como o Rio Grande do Sul, onde poderá ter quatro candidatos da base? É possível que, de repente, a presidente não vá a nenhum palanque. Ela tem uma popularidade hoje que lhe permite esse luxo. Quem vai decidir isso é a campanha, a presidente e as condições de cada localidade.

Acredita que ela vai se dividir em dois palanques no Rio de Janeiro?

Eu, pelo menos, nem cogito essa hipótese. No Rio, eu cogito a hipótese do candidato (Luiz Fernando) Pezão (vice-governador), apesar do grande respeito que tenho pelo senador Lindbergh (Farias, do PT).


O senhor acredita que o governador do Rio, Sérgio Cabral, pode realmente vir a apoiar Aécio Neves (PSDB-MG), caso Lindbergh mantenha sua candidatura?

No jantar (do PMDB, terça-feira passada), Cabral me disse: “Michel, nós precisamos fazer um ajustamento para que nós possamos estar todos juntos. E esse ajustamento passa pela possibilidade de os partidos aliados lá (no Rio) ajudarem a eleição do Pezão”. Mas ainda falta tanto tempo, não sabemos o que vai acontecer. Ainda é cedíssimo para dizer que essas disputas regionais podem repercutir negativamente na aliança nacional.

Há possibilidade de intervenção da Executiva do PMDB nos estados na construção das candidaturas para 2014?

Estou muito preocupado em dizer uma palavra sobre o PMDB: quem quiser ser candidato será. Não há esse impedimento. O que vamos fazer é conversar com os partidos para ver possibilidades de composição. Agora, não se pode, neste momento, antecipar que, na convenção, dentro de um ano e dois meses, não haverá votos para uma candidatura.

A conversa da presidente Dilma com Renan Calheiros e Henrique Alves, na semana que vem, é para acertar os ponteiros nessa crise entre governo e Congresso?

Os presidentes da Câmara e do Senado estiveram aqui comigo, conversamos, e marquei conversa nossa com a presidente Dilma para trocar ideias na semana que vem. Acho útil esse diálogo entre o Legislativo e o Executivo. É claro que há queixas, mas elas são contornáveis por diálogos que temos, e que certamente a presidente também terá. É uma troca de ideias fundamental, que deve ser repetida a cada 15 dias entre os chefes do Legislativo e a presidente da República. Afinal, são todos chefes de poderes.

O problema está na articulação política, como se queixam os líderes aliados?


Ouço muitas queixas, mas a tarefa delas (ministras responsáveis pela articulação) não é fácil. A da ministra Ideli Salvatti, por exemplo, é dificílima, como foi a de todos os articuladores da Secretaria de Relações Institucionais no passado. É complicadíssimo, quase um atendimento individual. A da ministra Gleisi Hoffmann é uma posição sobrecarregada porque todas as questões passam pela Casa Civil. O que é preciso, muitas vezes, é o diálogo. Porque o diálogo constrói e o silêncio destrói.

Como o senhor avalia o telefonema tenso que a ministra Gleisi fez a Renan Calheiros durante a votação da MP da energia elétrica?

Tem que tomar muito cuidado para não deixar que as emoções do momento cheguem às palavras. As palavras não podem retratar as emoções do momento. Em política, você tem que ter muita calma para poder resolver todas as pendências. A excitação de certos momentos leva a certas afirmações e frases que muitas vezes não são digeridas pelo interlocutor, mas eu acho que isso se acerta. Uma semana acerta tudo. Às vezes, em política, de um dia para o outro as coisas se acertam.

O Planalto tem dificuldades para detectar seus problemas de articulação, já que sempre acaba aprovando as medidas?

Vou tomar uma frase sua: o governo aprovou tudo que queria. Isso significa que a articulação política foi boa; senão, seria difícil aprovar. O que é preciso muitas vezes é um certo ajustamento em face da passagem do tempo. Como o tempo vai passando, você precisa fazer uma “reconversa” para ajustar posições, e essas conversas estão começando a se dar e chegarão a um bom termo proximamente.

O governo saiu derrotado da guerra no Congresso por causa das MPs nas últimas semanas?

Pode-se considerar isso (que foi uma derrota política para o governo), mas eu prefiro dizer que a solução para o problema foi uma vitória para o PMDB. Renan agiu corretamente em não votar (a MP da energia), ele não tinha outra solução. Mas a solução vitoriosa foi do PMDB, de incluir na MP 609 os trechos da MP que caducou.

Como o senhor vê as acusações de que representa mais o governo no PMDB do que o contrário?

Muito recentemente, a acusação do governo era que eu era muito PMDB e pouco governo. De dois meses para cá, começou uma onda de que sou mais governo que PMDB. Mas vou lhe dizer: eu sou PMDB no governo. Tenho meu método de trabalho, que é de convencimento. Acho que tem o problema das eleições no ano que vem. Mas esse é meu estilo, e sempre deu certo. Às vezes, dizem que tenho de mudar meu jeito, mas aí lembro que, do meu jeito, já fui três vezes secretário estadual em São Paulo, duas vezes procurador-geral, três vezes presidente da Câmara, duas vezes líder, 12 anos presidente do PMDB, vice-presidente da República. Para que eu vou mudar? Não quero ser presidente da ONU.

O que o senhor acha da ideia de aumentar o papel do ministro Aloizio Mercadante (Educação) como articulador político?

Mercadante já ajuda bastante. Eu também ajudo, conversamos muito. Mas aumentar o papel dele é uma posição da presidente.

Complexo do Alemão terá cinema 3D.


Crianças com óculos 3D na sala do complexo: ocupação acima da médiaMÔNICA IMBUZEIRO/09.1.2011 / O GLOBO


RIO — Alessandra Ribeiro, de 19 anos, só tinha ido ao cinema uma vez, quando criança. No mês passado, foi convencida pelos amigos a assistir ao filme “Velozes e furiosos” no CineCarioca Nova Brasília, no Complexo do Alemão. Gostou tanto que menos de uma semana depois já estava de novo na mesma sala assistindo ao “Somos tão jovens”. Moradora da comunidade, a estudante terá mais uma opção de cinema perto de casa com a inauguração, em dezembro, do CineCarioca da Vila Cruzeiro.

— Não imaginava que era tão legal ir ao cinema. Sempre assistia a filmes pela TV porque não tinha dinheiro. Achava que era mais ou menos a mesma coisa e não valia o investimento. Agora vou fazer um esforço para ir sempre que der — conta Alessandra.

Além da estudante, vários moradores do Complexo do Alemão deixavam de ir ao cinema porque não tinham como pagar. No CineCarioca, inaugurado em 2010, os ingressos são subsidiados pela RioFilme: a meia-entrada custa R$ 4,50, e a inteira R$ 9 — valor bem mais barato que o cobrado em shoppings. Moradores, não só estudantes, professores, idosos e portadores de necessidades especiais, pagam meia em todas as sessões.

— Imagina uma família de quatro pessoas ter que arcar com o dinheiro dos ingressos e mais as passagens? Inviabiliza o programa. Ali, o cinema está praticamente na porta da nossa casa e custa bem mais barato — diz Wellington Cardoso, de 31 anos, morador de Nova Brasília e gerente do CineCarioca.

Sala terá projeção 3D

O novo cinema do Alemão será bem maior que o de Nova Brasília, que tem apenas 90 lugares. Terá duas salas equipadas com tecnologia digital — uma delas com projeção 3D —, que somam 222 lugares. Ele ficará na Praça São Lucas, onde há também um núcleo do AfroReggae, próximo ao Largo da Penha. As obras começam mês que vem e o investimento previsto é de R$ 4 milhões.

— Apesar dos dois cinemas serem no Complexo do Alemão, a distância entre eles acaba, na prática, sendo maior por questões topográficas. Os acessos são completamente distintos — afirma o secretário municipal de Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Assim como nas outras duas unidades do CineCarioca — uma delas fica no Centro Cultural João Nogueira, no Méier —, a empresa exibidora que for operar o cinema será escolhida por meio de licitação, marcada para agosto. A inauguração é prevista para dezembro.

A ideia de construir outras salas no Alemão tem a ver com o sucesso do cinema que já funciona em Nova Brasília. Desde a inauguração, em 2010, mais de 140 filmes foram exibidos para um público de aproximadamente 181 mil pessoas. “Vingadores”, em 3D, foi o mais visto, com a venda de 6.785 ingressos, seguido por “Rio”, com 5.783. A taxa de ocupação chegou a 53%, maior que a média dos cinemas da cidade, que é de 35%.

— No Alemão, havia uma demanda reprimida. Os moradores agora podem ver os mesmos filmes exibidos nos shoppings — destaca Sérgio Sá Leitão.

Ele conta que na época em que o cinema foi construído havia três barracas na entrada de Nova Brasília vendendo DVDs piratas a R$ 4. Depois que o cinema abriu, eles teriam passado a vender outros produtos:

— Fixamos o ingresso em mais ou menos R$ 4 (meia) justamente para concorrer com a pirataria. Deu certo.

A expansão da rede CineCarioca, que só funciona em comunidades incluídas no programa Morar Carioca, da Secretaria municipal de Habitação, inclui a implantação de unidades na Pedreira, em Acari; Campinho, em Madureira; Joaquim de Queiroz, também no Complexo do Alemão, e Colônia Juliano Moreira, que tem seu projeto assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Fonte: O Globo

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Palavra do Presidente Nacional do PSDB.

Por Aécio Neves

Uma coincidência do destino levou num curto espaço de tempo dois dos mais expressivos nomes da história da imprensa e da comunicação no Brasil: Roberto Civita, diretor editorial e presidente do conselho de administração do Grupo Abril, e Ruy Mesquita, diretor do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Não convivi com Ruy Mesquita, mas me lembro, ainda muito jovem, das referências que meu avô, Tancredo Neves, fazia à maneira inteligente e corajosa que o “Estadão” e o “Jornal da Tarde” encontravam para denunciar a censura da ditadura militar.

Eram usados trechos de “Os Lusíadas”, de Camões, e receitas de bolo, em substituição aos textos e fotos cortados pelos censores. Dessa forma, os leitores eram informados da violência que era praticada contra a democracia.

Embora pertencendo a gerações diferentes, tive o privilégio da amizade de Roberto Civita, um dos homens mais extraordinários que conheci.

Em nossos encontros, demonstrava uma crença sempre otimista em relação ao Brasil, mesmo diante dos grandes problemas estruturais e das mazelas da conjuntura política.

Registrei outro dia que Roberto Civita viveu e morreu sem perder a capacidade de sonhar com um Brasil investindo na educação de qualidade para que pudéssemos construir um futuro melhor.

Falava com entusiasmo sobre a importância da educação como espinha dorsal de um projeto de nação. De um lado, o esforço por parte do governo, em suas três instâncias, federal, estadual e municipal.

De outro, a responsabilidade das empresas. Defendia uma maior mobilização da sociedade que pudesse promover o grande e necessário salto do nosso sistema educacional. A implantação da nossa moderna indústria cultural está ligada à história da Abril.

Todos sabemos que há momentos na vida de um país em que a coragem pessoal de um homem pode fazer grande diferença. Roberto Civita levou ao extremo o seu compromisso e o seu amor pelo Brasil fazendo um jornalismo destemido, enfrentando interesses poderosos, não se submetendo a nenhum tipo de pressão.

A “Veja” –uma das maiores revistas semanais de informação do mundo, também censurada brutalmente no regime militar– foi trincheira da luta contra a ditadura e continua fiel ao compromisso de seu fundador: fazer um jornalismo a favor dos brasileiros.

As biografias de Civita e Ruy Mesquita se cruzam em diversos pontos, em particular na resistência ao arbítrio.

Eles são merecedores das justas homenagens prestadas nos dias recentes, às quais aqui me associo.

Felizmente, vivemos hoje numa sociedade consciente da importância de mantermos intactas as conquistas democráticas pelas quais tantos lutaram e, em especial, a plena liberdade de imprensa.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Trabalhador morre com tiro na boca, no bairro do Flamengo.

Um faxineiro morreu com um tiro na boca, na noite de quinta-feira (23), no prédio do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), no Flamengo, zona sul. A vítima foi identificada como Alexandre Gomes da Silva, de 19 anos.

De acordo com a polícia, o tiro teria partido da arma de um segurança do local. Em depoimento, Theo Salgado disse que o disparo foi acidental.

O caso foi registrado na Delegacia do Catete (9ª DP) e repassado à DH (Divisão de Homicídios).

A UFRJ não havia se pronunciado até a publicação desta reportagem. O segurança e o faxineiro seriam contratados de empresas terceirizadas.

No final do ano passado, vim aqui transpor que falta luminosidade e segurança no Parque do Flamengo, o que ocorre no caso acima é justamente a falta de vigilância pública para proteger aos moradores e frequentadores dessa região. O endereço sitado a cima é uma avenida deserta e mal iluminada.
Tentativas dos moradores para a melhora do bairro junto a IV Regional Administrativa foram feitas, mas se êxito. Agora, depois de uma tragédia esperamos que o Prefeito reveja seus conceitos e avalie sua administração local. Pois, essa é a representatividade do povo junto a prefeitura, sendo assim, precisa muito de um melhor cuidado!

Jornada Mundial da Juventude traz benefícios para o Rio, a zona sul está sendo a mais prestigiada.

Com a Jornada Mundial da Juventude, a prefeitura do Rio começa a atender alguns pedidos.
A Rioluz entrega, nesta sexta-feira, a nova iluminação do trecho da Estrada das Paineiras que dá acesso ao monumento Cristo Redentor, ponto turístico mais famoso da cidade. Além de implantar uma iluminação de segurança com 34 pontos de luz com lâmpadas a vapor de sódio de 250 watts, houve instalação também de 20 novos projetores proporcionando uma iluminação cênica nas cores azul, verde, amarelo e branco voltada para fachadas de imóveis e partes da mata. 

A nova iluminação está distribuída na área do antigo Hoteldas Paineiras, que servirá base de apoio para os eventos da Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no mês de julho.

Agora a Rioluz, deve melhora a iluminação do Parque do Flamengo, trazendo mais luminosidade e segurança a população local e aos frequentadores. O incrível é ver tudo isso acontecer e a IV Regional Administrativa continuar sem debater com o morador e se ausentar de tais compromisso com a população!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Evento marca campanha contra a violência contra a Criança e Adolescentes.

No sábado (18/5), foi comemorado em todo o Brasil o Dia Nacional de luta contra o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Em Cabo Frio, o evento sobre a “Semana do Enfrentamento da violência sexual Contra Crianças e Adolescentes” aconteceu na quinta-feira (16/5), na Praça Porto Rocha, em uma ação da Secretaria Municipal de Assistência Social.

No local, foram fornecidas à população de Cabo Frio informações sobre como se deve proceder em casos de abuso, exploração e violência sexual contra crianças e adolescentes. O evento enfatizou a questão da importância da denúncia contra toda família em que houver qualquer situação suspeita ou confirmada, pois o silêncio acaba por omitir casos em que acontece a violência e nenhuma providência é tomada .

De acordo com a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069, de 13/07/1990), que dispõem sobre a proteção da criança e do adolescente, quaisquer formas de maus-tratos devem ser punidas com penalidades não apenas para os que praticam esses atos , mas também para os que se omitem.

Segundo a diretora do Departamento de Proteção Social Especial (DEPSE) da secretaria de Assistência Social, Marcia D’Alencourt, um dos objetivos do evento foi também sensibilizar a cada cidadão cabofriense sobre direitos e deveres.

– Qualquer pessoa deve denunciar uma situação de violência contra crianças e adolescentes assim que tome conhecimento, para que as autoridades competentes possam exercer as medidas protetivas compatíveis à situação logo que verificada – explicou Marcia.

Segundo a coordenadora do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), Viviane Rose Pereira de Souza Ferreira, o evento serviu para mobilizar a sociedade, principalmente para informar sobre o serviço “Disque 100”, oferecido pelo Governo Federal; e para esclarecer as funções do Conselho Tutelar.

– É fundamental conscientizar a população sobre a importância destas denúncias para que possamos ajudar nossas crianças, adolescentes e seus familiares a superar situações de violências vividas. Além disso, será realizado também o “CREAS Itinerante”, que terá o objetivo de ir uma vez por mês às praças, com a finalidade se aproximar da comunidade – explicou Viviane.

Acesso ao Corcovado é modificado, Moradores e Turistas são prejudicados por falta de informação do setor público. IV RA - Seria responsável em divulgar as mudanças deixando a localidade mais acessível para o turismo.

Agora, quem quiser visitar o local, terá que comprar ingressos pela internet e ir de van
ATHOS MOURA


Rio - Longe da discussão entre a nova forma de vender ingressos e acesso ao Corcovado estão os turistas. Grande parte deles encontrou informações desencontradas com a medida que entrou em vigor nesta segunda-feira. Agora quem desejar visitar o Cristo Redentor precisa comprar os ingressos pela internet ou então embarcar em vans, no Largo do Machado, que dão acesso ao monumento.

Anteriormente, os visitantes compravam seu ticket diretamente na bilheteria do Trem do Corcovado no Cosme Velho ou então o adquiriam no Hotel Paineras, na Estrada das Paineras e acessavam o local de carro.

Desde esta segunda-feira, o acesso de automóvel é permitido apenas para quem comprou na internet com dia e hora marcada através do site www.corcovado.com.br com pelo menos 1h30 de antecedência. Para esses usuários o valor é de R$ 27,36 em alta temporada e de R$ 19,36 em baixa.
Turistas tentando comprar ingresso pela internetFoto: Severino Silva / Agência O Dia

Quem optar em subir de trem terá que acessar o mesmo site e pagar R$ 46 com direito a ida e volta no transporte que tem a capacidade de 300 passageiros por hora.

Quem quiser comprar presencialmente, precisar se dirigir a única unidade que presta esse serviço, na Rua da Candelária. Em breve, sem data definida, os ingressos também serão vendidos nas casas lotéricas.

O empresário Flávio Menescal, de São Luís, no Maranhão, visita o Rio de Janeiro com a esposa e o filho. Ele alugou um carro e tentou acessar o Corcovado pelas Paineras, mas foi proibido. Segundo contou, um guarda alegou que ele precisava ir até o Largo do Machado e embarcar na van.
Cariocas e turistas que quiserem visitar o monumento, terão vans autorizadas disponíveis para chegar ao localFoto: Severino Silva / Agência O Dia

Lá, ele recebeu informações corretas, de que poderia acessar de automóvel, mas precisaria comprar pela internet. Porém, o site estava fora do ar. Excepcionalmente a bilheteria das vans vendeu ingressos separados para a família de Flávio e ele pode acessar o Cristo Redentor de carro.

Na estação do Trem do Corcovado também havia muita gente surpresa com o novo método. De acordo com funcionários que estavam dando informações para os turistas, muitas pessoas precisaram procurar internet no entorno para conseguir fazer a viagem. A francesa Johanna Assedou, de 25 anos, que mora em Campinas, contou que em fevereiro esteve no Rio com o marido e comprou o ingresso no local e subiu de trem sem maiores problemas. Dessa vez ela trouxe a mãe, Isabelle Brouarp, de 50 anos, para conhecer o Cristo, mas não conseguiram comprar os ingressos.

"Eu queria subir de trem porque é a graça da viagem. Agora preciso entrar no site e fazer um registro para conseguir comprar o ingresso", contou a francesa, que tentou comprar os tickets pelo celular.

Moradores da região do Cosme Velho alegaram que apoiam a nova fórmula das vans, porque coibe flanelinhas e vans ilegais no entorno do bairro. Mas também se preocupam com a fiscalização. Muitos acreditam que a confusão pode voltar na alta temporada.
Turistas ficaram confusos com novo sistemaFoto: Severino Silva / Agência O Dia

A outra opção disponibilizada pela Prefeitura é que o visitante vá até o Largo do Machado e embarque em uma van circular legalizada e faça o trajeto até o Cristo Redentor com direito a ida, volta e ao ingresso. Segundo o secretário municipal de governo, Rodrigo Bethlem, as vans sairão de dez em dez minutos. Esse serviço custa R$ 45 e R$ 37, em alta (inclui finais de semana, véspera e feriados) e baixa temporada, respectivamente. O serviço funcionará diariamente de 8h às 17h. De acordo com a prefeitura, um novo ponto será implantado na Praça Nossa Senhora Auxiliadora, no Leblon.

"O objetivo do decreto é organizarmos o transporte e coibir os irregulares. O turista não conseguia embarcar no trem, pegava uma van ilegal e não tinha a certeza se iria acessar o Cristo. Além de evitarmos que pessoas fiquem hora na fila aguardadando para subir", contou Bethlem.

Quem descorda do decreto é o presidente da Associação Brasileira de Agentes de Viagens do Rio de Janeiro (ABAV/RJ), George Irmes. De acordo com ele, todas as entidades de turismo se mostraram contrárias ao novo método.

Irmes contou que nenhum lugar do mundo funciona desta maneira e que os agentes conseguirão comprar 60% dos ingressos pela internet, porque são grupos fechados. Mas que problemas podem surgir, por exemplo, climáticos. Ele alega que se chover alguns turistas não vão querer ir e indaga como será o reembolso.

"O prefeito foi mal assessorado quando autorizou esse decreto. Isso atrapalhou as nossa vidas. Eles vão acabar influenciando os cambistas. Muitos turistas desinformados vão tentar comprar, não vão conseguir e vão cair na mão dos cambistas. Será que vão fiscalizar permanentemente?", indagou Irmes.

O secretário de ordem pública, Alex Costa, contou que equipes da Unidade de Ordem Pública (UOP) do Largo do Machado vão atuar para impedir que os transtornos causados no Cosme Velho se transfiram para o bairro. Cerca de 60 agentes vão fiscalizar o estacionamento irregular e ação de ambulantes. E que até sábado o sistema está em fase de testes e que poderá haver mudanças.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Assoreamento prejudica pesca em cidades da Região dos Lagos.

Peixes estão sumindo da Lagoa de Araruama e do Canal do Itajuru.
Pesca de camarão teve queda de 70%, por causa do problema.




Para os pescadores as medidas são paliativas e não resolvem a situação. A equipe da Inter TV entrou em contato com o Inea, mas não conseguiu resposta. Já o presidente do Consórcio Lagos São João, Mário Flávio Moreira, informou que um processo constante de desassoreamento seria o ideal, mas é inviável economicamente.




Assoreamento no Canal do Itajuru, em Cabo Frio, Região dos Lagos do Rio, está prejudicando a pesca em outras cidades da região. O canal tem ligação com a Lagoa de Araruama, que também atinge São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo, Iguaba Grande e Araruama.

De acordo com os pescadores, peixes estão escassos e a pesca do camarão, por exemplo, já teve uma queda de 70% em 2013. O problema acontece por falta da renovação da água e, com isso, segundo os técnicos ambientais, o ecossistema altera a quantidade e o volume das espécies.

Em 2012, foi feita uma medição em vários pontos do canal, onde a profundidade da maré mais baixa deveria estar por voltar de 2,5 metros. Segundo a medição, a lâmina de água era de no máximo 90 centímetros. O estudo está servindo de base para os projetos de dragagem, que devem ser executados no canal.

O Consórcio Lagos São João conseguiu R$ 3 milhões para realizar a retirada de areia, na área do Mercado do Peixe e da Ilha do Anjo, em Cabo Frio, e do Boqueirão, em São Pedro da Aldeia. O Instituto Estadual do Ambiente possui um projeto complementar, de cerca de R$ 2 milhões, em fase de licitação, para a área da Ponta do Ambrósio, entre Cabo Frio e São Pedro da Aldeia.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Viaduto da Penha é duplicado desafogando o transito na região.



Nova estrutura integra o pacote de melhorias viárias da Transcarioca
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A duplicação do viaduto da Penha, questão antiga que vinha sendo pleiteada pelos moradores da região, foi inaugurada na manhã desta quinta-feira, dia 7, pela Prefeitura. O vereador Eduardão acompanhou a cerimônia e, ao lado do prefeito Eduardo Paes, percorreu a nova estrutura, que liga as avenidas Brás de Pina e Lobo Júnior. Batizado de Luiz Carlos da Vila, sambista e compositor nascido na região e falecido em 2008, o novo viaduto faz parte do pacote de melhorias viárias da Transcarioca.

O objetivo da obra é melhorar o escoamento do tráfego na região antes da implantação do sistema BRT (Bus Rapid Transit) que vai ligar a Barra da Tijuca à Penha, passando pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, e deve ser inaugurado até o fim deste ano. De acordo com Eduardão, o novo viaduto ajudará a desafogar o tráfego na área, além de integrar ainda mais diferentes áreas da cidade.
Esse é o segundo viaduto que foi ampliado em função da implantação da Transcarioca. Do mesmo modo que o viaduto Negrão de Lima, em Madureira, o viaduto Luiz Carlos da Vila ganhou uma estrutura vizinha, de igual porte ao do viaduto João XXIII, paralelo, que antes da obra contava com uma faixa de subida e outra de descida, ao longo de 440 metros de extensão. A construção da nova via garantiu mais uma pista em cada sentido e não prevê faixa de rolamento para os ônibus articulados (ligeirões). O investimento foi de R$ 19,7 milhões.
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De acordo com a CET-Rio, o viaduto João XXIII tem capacidade para aproximadamente 1.200 veículos por hora, por sentido. No horário de pico, passam cerca de 1.600 veículos no sentido Madureira. Com a inauguração da nova estrutura, a capacidade de tráfego passa a ser de 2.650 veículos por hora, por sentido.
As obras da Transcarioca totalizam aporte de R$ 1,5 bilhão, compartilhados entre Governo Federal e Prefeitura. Ao longo do traçado, de 39 quilômetros de extensão, diversas intervenções vêm mudando a cara da cidade. Já foram inaugurados o mergulhão Clara Nunes, no Campinho; a duplicação do viaduto Negrão de Lima, em Madureira; e o mergulhão Billy Blanco, na Barra da Tijuca. Outras grandes obras estão em andamento, como o mergulhão na altura do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra; uma ponte estaiada no mesmo bairro e outra na Ilha do Governador.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Juventude em Cabo Frio.

Nesta manhã, pela Rádio Estação 104 FM, o nosso querido prefeito de Cabo Frio, o Senhor Alair Corrêa, comunicou-se com a população numa linguagem muito simples, fazendo com que todo o nosso querido povo ouvinte tivesse a facilidade de compreender sua entrevista.
Se falou amplamente em quase todos os setores de nossa cidade, onde está sendo modificado muitas coisas, com obras na cidade para a melhoria da mesma. Falou-se também, de algumas secretarias que estão dando um choque de ordem, servindo como exemplo para as demais e os municípios vizinhos.
Porém, infelizmente não pude perceber durante a bela entrevista de meu prefeito, foi comentar algo sobre nossos sofridos jovens! Uma população que em sua grande maioria é constituída por jovens de 16 à 32 anos, merece ter uma atenção especial!
Não venho aqui para criticá-lo, jamais! Porque sei do compromisso que nosso Alair, tem para com nossos jovens, mas, é sempre muito bom que transpareça nos meios de comunicação a importância que estamos dando ao futuro de nossa cidade, aos que irão fazer nosso município crescer!
Sei que o amigo Prefeito tem muitos projetos para nossos jovens, só que para isso precisa ter também um bom gestor para tomar a frente nessa empreitada!
Temos ótimos nomes na cidade, mas, não os vejo tomando iniciativa para a defesa árdua de nossa querida juventude!
Sei que vamos conquistar o brilho nos olhos de nosso querido Alair...

domingo, 7 de abril de 2013

Grupo de convivência na Farmácia Popular do Estado

Por Paulinha Ferraz

Grupo de convivência na Farmácia Popular do Estado
“Entender como as atividades desenvolvidas no Grupo de Convivência
contribuem para uma melhor qualidade de vida dos seus participantes”.

  
“Grupo de convivência na Farmácia Popular do Estado”


Tema: “Grupo de convivência na Farmácia Popular do Estado”

Questões norteadoras:
Qual a importância do trabalho do Serviço social dentro da farmácia popular com o grupo de convivência?
Realmente ocorre um aumento na auto estima desse idoso participante do grupo?

Objetivo Geral: Entender como as atividades desenvolvidas no Grupo de Convivência
contribuem para uma melhor qualidade de vida dos seus participantes.

Objetivos específicos: A população brasileira de idosos vem crescendo, o que tem despertado a necessidade de se criar mais políticas públicas voltadas para esse grupo, com o objetivo na melhoria da qualidade de vida desta população, permitindo sua inclusão social de forma mais efetiva, melhorando assim sua expectativa de vida, visto que é uma tendência da população brasileira atual, o grupo de convivência tem uma grande influência na auto estima dos idosos.

Metodologia:
O Grupo de Convivência do Idoso é desenvolvido através de atividades e eventos para os idosos, o trabalho exige esforço e dedicação. A terceira idade é veiculada como uma etapa da vida que merece atenção, cuidados, mas considerando que o indivíduo ainda muito tem de potencial para desenvolver e continuar se formando. A sensibilização da sociedade como um todo e do governo é aspecto prioritário na questão, sem o qual será difícil serem registradas mudanças significativas. Esse repensar se deve basicamente ao resgate dos direitos humanos. O presente projeto objetiva oferecer diversão e lazer, aproveitando a oportunidade de reunir um grande número de idosos, transformando esse dia , em um momento prazeroso e alegre, com palestras sócio-educativas, aulas de artesanato, informativos, jogos, músicas, poesia, passeios culturais e assistência social, comemorações de datas festivas, objetivando  promover a integração dos membros, ampliando relações e amizades, desenvolvendo sua saúde física e mental.
Os encontros acontecem a cada 15 dias dentro da Farmácia, sempre na segunda e ultima quinta feira de cada mês, podendo ocorrer alguma mudança previa e a  relação do grupo é de relações humanas, tenho a finalidade de contribuir com as idosas para que interajam solidariamente e adquiram confiança mútua e possam criar um ambiente de sinceridade e amizade, pôde-se dessa forma realizando assim os encontros de forma descontraída e eficaz que estimulam a interiorização pessoal que levam às mesmas a reconhecerem suas limitações, suas deficiências, seus hábitos e inclinações negativas. Há uma concordância de vários autores quando afirmam que a comunicação é de fundamental importância para dinamizar as relações entre as pessoas e em especial entre os idosos nos grupos de convivência, as atividades realizadas durante os encontros, visam facilitar a interação entre os idosos e minimizar o isolamento social que acaba prejudicando a melhoria na qualidade de vida dos mesmos.

Principais resultados:
Entender a velhice e aprender a valorizá-la implica também no conhecimento de determinados valores éticos e morais que são fundamentais para sua compreensão e, sobretudo, para com o trato com o idoso, considerando principalmente que no mundo atual muitas conquistas da intervenção científica abriram ao homem novas possibilidades de intervenção, inclusive em sua própria vida, exigindo assim uma avaliação ética destas intervenções para que o homem seja sempre respeitado em sua dignidade, em seu valor de fim e não de meio.
O processo de envelhecimento é motivo de preocupações desde o início da civilização (NETTO, 2002). Porém, o estudo científico da terceira idade tem se desenvolvido apenas nos últimos anos tanto para a psicologia quanto para as demais áreas do conhecimento devido ao aumento da expectativa de vida populacional e redução das taxas de natalidade que resultaram no aumento do número de idosos (BRASIL, 2004; PAPALIA; OLDS, 2000).A relação entre envelhecimento e auto-estima é cercada de controversas. Em um extremo os livros de gerontologia afirmam que esta última etapa da vida quando associada a fragilidade em termos físicos, psicológicos e a personalidade afeta a auto-estima do idoso  (REICHEL; GALLO, 2001). Porém, em outro extremo a literatura referente a este construto confronta-se entre aqueles que defendem que a auto-estima pode ser decorrente de períodos e situações específicas (BLOCK; ROBINS, 1993 apud REPPOLD, 2001) e aqueles que afirmam que a história do indivíduo influencia a auto-estima do mesmo (BRANDEN, 1999). a qual é estável e permanente durante o ciclo vital (REPPOLD, 2001).


Conclusões:
Na obra de Dumazedier (1979), cuja definição de lazer enfatiza o desenvolvimento pessoal, a participação, a liberdade da pessoa e a escolha voluntária das atividades,o lazer é também indicado como uma dimensão da qualidade de vida, sobretudo quando compreendido em sua função de desenvolvimento pessoal, isto é, “a função que permite uma participação social maior e mais livre, a prática de uma cultura desinteressada do corpo, da sensibilidade e da razão” (Dumazedier, 1979).
O lazer na terceira idade é fruto de um processo evolutivo; está evoluindo e seguirá evoluindo (PARRAGUEZ; ABIN, 2000).O lazer e o bem-estar estão diretamente relacionados com a qualidade de vida dessas pessoas, interferindo na solução desses problemas e no equilíbrio de cada um. Uma vez que  isto o lazer é considerado imprescindível à manutenção da saúde e à autovalorização das pessoas da terceira idade. É necessário, acima de tudo, que a população se convença de que não é só o trabalho que dá sentido à vida. As energias renovadas diariamente pelo lazer poderão também trazer incentivo, otimismo, prazer e mais esperanças para quem o pratica, logo assim chegamos a um resultado que o grupo de convivência aumenta sim sua auto-estima.
Critica sobre o artigo:
Em virtude do crescimento da população idosa, os grupos de convivência para a terceira idade se multiplicaram, estando presentes em clubes, igrejas, associações comunitárias, postos de saúde e universidades. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é necessário que se promova a participação social, saúde e segurança numa perspectiva embasada na bioética para essa população, sendo que os grupos de convivência da Farmácia Popular do Estado vão justamente de encontro à proposta de promoção do envelhecimento ativo, com a finalidade de preservar as capacidades e o potencial de desenvolvimento do indivíduo idoso. O trabalho tem por finalidade abordar: Bioética e Serviço Social como elementos fundamentais para a ressocialização, aumentando o seu grupo de amizades e trazendo também benefícios principalmente à auto-estima do mesmo. Dão, assim, um novo sentido para a vida daqueles que antes se sentia sozinho e sem muitas expectativas.
Acredito ser muito importante todo este processo pela participação de todos da sociedade, assim estaremos possibilitando uma melhor qualidade de vida, a população que necessita de nossos serviços e a integração entre idosos e a assistente social para um convívio harmonioso e mais participativo. O aumento da população com mais de 60 anos é o resultado da evolução e aperfeiçoamento das condições de vida de um povo. Este fato que deve ser comemorado como um grande acontecimento, visto que os direitos dos cidadãos com idade acima de sessenta anos são ampliados, nesse nosso trabalho usamos de estratégia as atividades realizadas dentro da farmácia para um bom estabelecimento das relações interpessoais dos idosos.