terça-feira, 20 de maio de 2014
TÉCNICA DE ELEIÇÃO EM DOIS TURNOS: BRASIL 2014!
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Aprovação do governo Dilma cai de 43% para 39%, indica pesquisa Ibope
Levantamento foi encomendado pelo jornal 'O Estado de S. Paulo'.
Instituto ouviu 2.002 eleitores em 141 municípios entre os dias 13 e 17.
A taxa de aprovação do governo Dilma Rousseff caiu de 43% em dezembro para 39% neste mês, indicou pesquisa divulgada nesta sexta-feira (21) pelo site do jornal "O Estado de S.Paulo", que encomendou o levantamento ao instituto.
O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 141 municípios entre os últimos dias 13 e 17. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos – isso quer dizer que a aprovação do governo pode variar no intervalo entre 37% e 41%.
O histórico dos levantamentos realizados pelo Ibope para o jornal indica que a aprovação ao governo tem sofrido oscilações desde a onda de protestos de junho do ano passado. Em julho de 2013, o percentual dos que consideravam o governo Dilma "ótimo" ou "bom" caiu de 55% para 31%. No mês seguinte, o índice subiu para 38%. Em setembro, foi para 37% e, em novembro, para 39%.
Segundo a pesquisa, o governo obteve as melhores taxas de aprovação entre o eleitorado com mais de 55 anos (45%), escolaridade até a quarta série do ensino fundamental (50%) e renda de até um salário mínimo (49%) e as piores no eleitorado com menos de 24 anos (35%), escolaridade superior (26%) e renda de mais de cinco salários mínimos (34%).
Por região, a melhor aprovação está no Nordeste (51%), de acordo com o levantamento. As piores taxas estão no Sudeste (33%) e no Norte/Centro-Oeste (32%)
Os entrevistados também responderam ao Ibope sobre a realização da Copa do Mundo no Brasil – 58% são favoráveis e 38% contrários. Os que julgam que a Copa resultará em mais benefícios que prejuízos para o país são 43% e os que avaliam o contrário são 40%.
A taxa de aprovação do governo Dilma Rousseff caiu de 43% em dezembro para 39% neste mês, indicou pesquisa divulgada nesta sexta-feira (21) pelo site do jornal "O Estado de S.Paulo", que encomendou o levantamento ao instituto.
O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 141 municípios entre os últimos dias 13 e 17. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos – isso quer dizer que a aprovação do governo pode variar no intervalo entre 37% e 41%.
O histórico dos levantamentos realizados pelo Ibope para o jornal indica que a aprovação ao governo tem sofrido oscilações desde a onda de protestos de junho do ano passado. Em julho de 2013, o percentual dos que consideravam o governo Dilma "ótimo" ou "bom" caiu de 55% para 31%. No mês seguinte, o índice subiu para 38%. Em setembro, foi para 37% e, em novembro, para 39%.
Segundo a pesquisa, o governo obteve as melhores taxas de aprovação entre o eleitorado com mais de 55 anos (45%), escolaridade até a quarta série do ensino fundamental (50%) e renda de até um salário mínimo (49%) e as piores no eleitorado com menos de 24 anos (35%), escolaridade superior (26%) e renda de mais de cinco salários mínimos (34%).
Por região, a melhor aprovação está no Nordeste (51%), de acordo com o levantamento. As piores taxas estão no Sudeste (33%) e no Norte/Centro-Oeste (32%)
Os entrevistados também responderam ao Ibope sobre a realização da Copa do Mundo no Brasil – 58% são favoráveis e 38% contrários. Os que julgam que a Copa resultará em mais benefícios que prejuízos para o país são 43% e os que avaliam o contrário são 40%.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
EM 2014 LULA NÃO VAI MAIS TRANSFERIR VOTOS COMO EM 2010!
2. Dilma era como se fosse ele: continuidade garantida. E ainda se deu ao luxo de fazer campanha pessoal contra os candidatos a senador da oposição. Tirou do jogo Artur Virgílio, Heráclito Fortes, Tasso Jereissati, Marco Maciel, Efraim Filho, Cesar Maia, etc.
3. O quadro hoje é muito diferente para ele. No Rio é um imbróglio que ele vai transformar em inserções na TV com o mínimo de presença física. No Rio Grande do Sul a senadora do PP é favorita. Terá que dar tempo integral a seu governador de SP, carregando a impopularidade do prefeito da Capital. Eduardo Campos é candidato da oposição. A economia cresce 2%, nível do crescimento da população. Juros voltaram a subir. Inflação –que em 2010 estava em 4,5%- agora se acomoda em 6,5% para 2014, sangrando os bolsos das pessoas. Juros lá em cima.
4. As ruas não são mais da CUT e do movimento social associado. As manifestações incluíram Dilma e o PT entre seus alvos. Mensalão concluiu com a cúpula próxima a Lula na cadeia. No Nordeste, Eduardo Campos veio para a oposição. Na Bahia, o DEM volta a ter hegemonia. Cabral desintegrou. Lula vai ter que entrar disfarçado para assistir jogos da Copa do Mundo ou ver em casa, o que é mais provável.
5. Com quanto Lula contribuiu para a eleição de Dilma e dos deputados do PT e aliados? 10% do total? Ou mais? Fiquemos com estes 10%. Dilma teve 43%, e viria para 39%. A base aliada perderia uns 30 deputados federais e uns 4 senadores.
6. Dilma teve, no primeiro turno, 47,6 milhões de votos. Os demais candidatos tiveram 53,8 milhões de votos (incluindo os 19,6 milhões de Marina e 33,1 milhões de Serra). Aplicando o redutor de 10%, Dilma deverá ter 43 milhões de votos. Dessa forma, a equação eleitoral de 2014 será o quanto desta perda de Dilma irá para abstenção, brancos e nulos e quanto irá para a oposição.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Parque do Flamengo, o Perigo mora ao lado!
Como já havia anunciado anteriormente, o Parque do Flamengo, conjuntamente com os bairros ao seu redor, vem sofrendo muito com o perigo que os ronda.
Hoje pela manhã, chegando ao trabalho observei uma matéria que venho relatando à algum tempo. O Parque do Flamengo, um local maravilhoso com uma área nobre e vasta, obtendo muito verde e um excelente espaço de recreação. O problema é o descaso das autoridades locais com esse patrimônio. Onde, basta percorrer alguns metros pelo parque que vemos o abandono, a falta de iluminação pública e o pior a falta de policiamento.
Tentei me reunir com alguns líderes locais e algumas autoridades para pensarmos juntos numa solução com projetos renovadores da região, porém, tudo isso sem sucesso...
Agora vamos tentar de outra forma conjuntamente com os próprios moradores. O que não podemos jamais é deixar que nossos vizinhos, familiares e a sociedade em si, mude seus hábitos devido ao erro cometido pelos nossos governantes!
domingo, 19 de janeiro de 2014
O Brasil ainda está longe de ser um país de classe média.
Dentro da lógica capitalista, novos consumidores são sempre bem vindos. O crescimento da demanda abre a possibilidade de novos negócios, sendo uma das características do empresário bem sucedido a compreensão de demandas emergentes e o fornecimento de novos produtos.
Dessa forma, mercados de bens de alto valor podem surgir, bem como de produtos a preços módicos, produzindo em ambos os casos o desejado aumento dos lucros. Este é comportamento que se espera em uma economia capitalista.
O fenômeno dos rolês, no entanto, mostra que esse saudável mecanismo parece não ter grande vitalidade na economia brasileira. A decisão da associação dos Shoppings Centers em impedir a ocorrência do "passeio de turma de adolescentes" - o real significado da gíria rolê - indica justamente o sentido contrário.
De fato, o mandado de segurança demonstra que o empresário do setor avaliou não valer a penar entender esse jovem consumidor, visando transformar o potencial de ganhos em realidade. Ao entrar na Justiça, deixou claro sua rejeição, contentando-se com isso com o atual conjunto de consumidores.
E, evidentemente, tal recusa de atendimento provoca o repúdio do jovem consumidor, como provocaria em qualquer cliente que fosse maltratado em um estabelecimento. Dificilmente teríamos movimentos violentos se o setor estivesse pronto para ofertar produtos para esse segmento. Não é difícil pensar em shows e produtos mais acessíveis.
Haveria então um despreparo dos empresários do setor?
A resposta também é não. Shoppings Centers se tornaram paraísos de consumo nos últimos trinta anos, verdadeiras promessas de segurança e ascensão social. No JK, por exemplo, temos a realização do consumo de classe alta, buscando a integração ao padrão de consumo de elite europeu e americano. Em Itaquera, por sua vez, temos a satisfação do ingresso na classe média, entendida miopemente como a mera capacidade de adquirir bens.
Além do mais, em uma sociedade que falhou na construção de espaços públicos de convivência - veja a carência de parques, praças, etc. - uma área privada se constitui na grande opção paulistana para o convívio coletivo. Quantos namoros começaram em um shopping em vez de em um passeio público à beira do rio Tietê ou Pinheiros? Dar um "rolê em um shopping center" - a praia do paulistano - é, portanto, convite irresistível, a mescla de "status", ascensão e convívio público.
A recusa de atendimento a um consumidor de baixa renda, que é o jovem dos rolês, significa logo uma tentativa de preservação desta "Meca" da ascensão social, isolada, como se tudo que ocorresse fora não importasse. Contudo, as razões para isto não devem ser resumidas a um conflito entre classes ou o mero resultado de preconceito.
Ao embutir no seu produto o preço do status, o empresário pode ampliar sua margem, aumentando seus lucros. O outro lado da moeda é que isso implica que indivíduos que são desprovidos de status no imaginário social não devem participar do ato de consumir, pois, caso contrário, não há status. Ou seja, o empresário opta por ganhar vendendo um produto mais caro e com status do que lucrar pela quantidade.
Naturalmente, esse fenômeno somente é possível dado um baixo nível de competição da economia brasileira, fruto da desigualdade social e do baixo nível de renda, o que permite sustentar preços elevados a um público que tolera pagar valores mais altos para consumir status.
Isto explica os motivos pelos quais carros no Brasil tendem a ser tão mais caros do que no estrangeiro, inclusive quando comparados aos equivalentes europeus, cuja carga tributária também é alta.
A avidez por status social, permitindo um sobrepreço, é um traço histórico de nossa economia, pois, desde o início da ocupação portuguesa em 1500, sempre houve uma elite com capacidade de consumo similar à verificada nos grupos mais abastados dos países ricos do mundo. A capacidade de consumir, portanto, no Brasil, divide a sociedade de forma mais pronunciada do que a cor da pele e a própria origem étnica.
Nesse contexto, o ato discriminatório dos lojistas contra quem tem menos status na sociedade é esperado e, inclusive, racional.
Em qualquer livro de microeconomia, aprendemos que o produtor em uma economia capitalista busca discriminar seus clientes, conforme a quantidade almejada e sua vontade de pagar por um bem. No entanto, a teoria também ensina que isso reduz a eficiência econômica, visto que, possibilidades de comércio são perdidas. Em outras palavras, a custo do maior lucro do produtor, a sociedade fica mais pobre.
O atendimento ao consumidor do rolêacarreta a alteração da lógica econômica nacional, passando o lucro a decorrer da quantidade elevada vendida e não do preço astronômico praticado ao associar consumo ao status. A resposta da associação dos empresários ao fenômeno do rolê, portanto, se racionaliza pela tentativa de preservação das margens mais elevadas, via manutenção do status do shopping center, de paraíso das compras. Ao negar atendimento a um importante cliente, constata-se claramente que, a despeito do suposto milagre da classe média emergente, o caminho para uma sociedade de massas ainda é longo. A dura verdade é que ainda estamos muito longe de ser um país de classe média.