domingo, 7 de agosto de 2011

Palavras de desabafo do amigo Alair Corrêa.

As pessoas mais amigas, os cabos eleitorais e gente da coordenação, me pedem para não responder aos que me atacam, bem como para não bater em Marquinho e no seu governo. Venho procurando, de certa forma, atendê-los, mas confesso o quanto é difícil manter essa postura. Não é fácil você se manter calado, se descaracterizando, enquanto a cidade continua ladeira abaixo, numa velocidade impressionante, rumando para um colapso social e financeiro.

A falência de nossa cidade nos empurra para o desconforto de ter que conviver com o nada, e nesse aspecto, o nada é absolutamente tudo. Sim! O tudo do nada!

Desemprego, fome, ratos, mosquitos, falta de remédios, impossibilidade de conseguir exames, milhares de “fantasmas”, e uma meia dúzia de pessoas que vem comprando tudo na cidade.

E, sobretudo, a pobreza. Não falo apenas da pobreza por falta de dinheiro, da falta de moralidade e de ética, mas, principalmente a pobreza que vem do silêncio popular. Falo dessa população que parece amordaçada, que nada discute, nada contesta.

Como esperar que eu fique calado!

Se eu, como político e adversário, não falar, quem falará?

As TVs a cabo, as rádios e os jornais estão totalmente comprados e por isso fazem vista grossa para o pior governo da história cabo-friense, deixando-o navegar em céu de brigadeiro, sem turbulência alguma, apesar das nuvens tão carregadas.

Temos alguns blogs independentes, porém só um deles tem coragem para enfrentar essa gente do governo. Por outro lado temos vários blogs ligados ao governo, mas só um deles extravasa sua ira contra a minha posição de crítico. Falo do blog do professor do PDT, que tenta enganar seus leitores, primeiro me rotulando de governista. Não conseguindo, procura esconder que o seu candidato do PDT esteja na “gaveta” do Marquinho, como está o Alfredo, este mais coerente, pois assume que é candidato do governo.

Assim, desejo reafirmar a minha posição de adversário e crítico do governo e não descansarei enquanto não substituí-lo, não importa que seja por um ano ou meses. Também não descansarei enquanto não perceber que o povo, assim como eu, passou a conhecer o que acontece nos porões do governo.

O governo Marquinho, que fraudou as eleições em 2008, já estabelece as mesmas práticas para os seus dois candidatos. O direto, Alfredo, e o indireto, Jânio Mendes. Os dois já estão distribuindo contratos, cestas básicas, mochilas, etc. Alfredo já não esconde o que faz com Portarias. O Jânio está lotando o seu gabinete na ALERJ com funcionários que recebem pela Prefeitura, como é o caso do engenheiro Juarez Lopes.

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